Ministro alemão diz que Ahmadinejad é desgraça para o Irã

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, criticou o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, por reiterar sua negação do Holocausto, classificando-o como uma desgraça para o Irã.

REUTERS

18 de setembro de 2009 | 16h04

Em comunicado, Steinmeier disse: "As declarações de hoje do presidente iraniano são inaceitáveis. Suas tiradas intoleráveis fazem dele uma desgraça para seu país. Esse antissemitismo absoluto exige nossa rejeição coletiva. Vamos continuar a combater essa postura firmemente no futuro."

A ênfase da condenação de Steinmeier não tem precedentes.

Negar o Holocausto é um crime na Alemanha, punível com até cinco anos de prisão. O país tem sido um crítico particularmente veemente da negação do Holocausto da parte do presidente iraniano.

O presidente Ahmadinejad confrontou Israel nesta sexta-feira e chamou o Holocausto de mentira, no momento em que as potências mundiais tentar decidir como lidar com as ambições nucleares de um Irã mergulhado em uma turbulência política.

"O pretexto (Holocausto) para a criação do regime sionista é falso, é uma mentira baseada em uma alegação insustentável e mítica", disse ele na Universidade de Teerã ao final de uma passeata anual anti-Israel chamada "Dia Qods (Jerusalém)"

"Confrontar o regime sionista é uma tarefa nacional e religiosa".

(Reportagem de Alexandra Hudson)

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