Ministro britânico renuncia após investigação por corrupção

Polícia assume o caso sobre o uso de doações ilegais para a campanha de Peter Hain em disputa no partido

Efe,

24 de janeiro de 2008 | 11h53

O ministro de Trabalho e Previdência britânico, Peter Hain, renunciou nesta quinta-feira, 24, por ser investigado pela polícia sobre doações não declaradas a sua campanha para a Vice-Presidência do Partido Trabalhista. O primeiro-ministro, Gordon Brown, aceitou a renúncia, segundo seu escritório em Downing Street.   A Comissão Eleitoral, que investigava as possíveis irregularidades, transferiu o caso à Polícia Metropolitana de Londres, que abriu uma investigação para determinar se foi cometido algum delito.   Em um breve comunicado, Hain, ex-ministro para a Irlanda do Norte, disse que, após saber da decisão da Comissão Eleitoral, decidiu deixar o cargo para "limpar seu nome".   A Comissão Eleitoral investiga Hain por não ter declarado doações no valor de 103 mil libras recebidas em 2007 para sua campanha à Vice-Presidência do Partido Trabalhista. Ele não foi eleito para o cargo. Hain assegurou que não informou das doações por causa de problemas administrativos.   No entanto, a polêmica aumentou quando foi divulgado que sua campanha recebeu dinheiro de um centro de estudos fantasma denominado Progressive Policies Forum que, segundo a imprensa, não tem empregados e não dá sinais de atividade.   A Comissão Eleitoral informou em comunicado que, após "uma revisão exaustiva" das finanças da campanha de Hain, e depois de consultar a Promotoria, decidiu transferir o caso à polícia. A Scotland Yard confirmou que os detetives da unidade de crimes financeiros investigarão o caso.

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