Ministro da Defesa defende redução do Exército alemão--fontes

O ministro da Defesa da Alemanha, Karl-Theodor zu Guttenberg, é favorável à redução do Exército de seu país em mais de um terço e à suspensão do alistamento obrigatório, informaram fontes do governo nesta sexta-feira.

ANDREAS RINKE, REUTERS

13 de agosto de 2010 | 15h53

Cada vez mais ativa nas missões militares internacionais dos últimos anos, a Alemanha trabalha com cinco modelos diferentes para reestruturar as Forças Armadas (Bundeswehr) a fim de cortar os custos com defesa e modernizar o setor militar.

Guttenberg defende um esquema que reduziria o tamanho das Forças Armadas dos 250 mil atuais para 163.500, de acordo com as fontes.

Quase todos os soldados seriam profissionais, com um pequeno programa de aproximadamente 7.500 voluntários permanecendo no lugar dos atuais 60 mil homens que cumprem a exigência de servir durante seis meses.

O ministro não quis fazer comentários sobre os números.

Até a queda do Muro de Berlim, em 1989, a república federal evitou participar de conflitos armados, e o envio de tropas do Exército ao exterior estava limitado à ajuda humanitária.

No entanto, nas últimas duas décadas soldados alemães lutaram em território estrangeiro em missões internacionais em regiões problemáticas como Somália, Kosovo, Congo e Afeganistão, onde a Alemanha possui atualmente o terceiro maior contingente internacional.

Atualmente, a Alemanha tem por volta de 6.700 soldados estacionados no exterior.

A preferência de Guttenberg não necessariamente selará o destino do Exército, que tem sido o alvo de acalorado debate dentro da coalizão de centro-direita do governo.

Muitos conservadores querem manter a obrigatoriedade do serviço militar, enquanto o partido Democrático Liberal (FDP) quer a sua abolição. O modelo defendido por Guttenberg não aboliria formalmente o serviço militar, mas o suspenderia.

O ministro deve apresentar os modelos aos especialistas em defesa do governo em 23 de agosto.

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