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Ministro da Economia assume como novo premiê na Hungria

Ex-chefe de governo deixou o poder pela impopularidade de sua gestão e da crise econômica que afeta o país

Agências internacionais,

14 de abril de 2009 | 12h23

 O ministro da Economia da Hungria, Gordon Bajnai, foi designado nesta terça-feira, 14, como novo primeiro-ministro, após a aprovação de uma moção de censura no Parlamento contra o atual chefe do governo, Ferenc Gyurcsány.

 

Bajnai recebeu o apoio do governante Partido Socialista (MSZP) e dos liberais do SZDSZ, enquanto a oposição conservadora não participou da votação. A moção foi apresentada pelos próprios socialistas depois que Gyurcsány anunciou, em 21 de março, que deixaria o poder diante da impopularidade de sua gestão e da dura crise econômica que afeta o país.

 

A escolha de Bajnai busca evitar a convocação de eleições antecipadas, em uma situação na qual as pesquisas de opinião preveem uma clara derrota dos socialistas. Bajnai disse que o país precisa de "medidas extraordinárias" e antecipou que apresentará esta semana os detalhes de um programa de governo que, segundo ele, tem entre seus objetivos "proteger os postos de trabalho".

 

Policial discute com manifestante idosa. Foto: AP

 

Antes, o novo chefe do Executivo húngaro tinha anunciado um duro programa de austeridade, que requereria sacrifícios de todas as classes sociais, principalmente do setor público e dos aposentados. Bajnai, amigo pessoal e estreito colaborador de Gyurcsány, manterá seis ministros em seu Executivo, mas renovou as pastas de Exteriores, Finanças e Economia.

 

Manifestação pede convocação de eleições gerais no país. Foto: AP

 

Os novos membros do governo são técnicos sem afiliação política, que agora terão que conseguir o apoio parlamentar antes de tomarem posse, em 20 de abril. A Hungria é um dos países mais atingidos pela crise e Bajnai terá até as eleições gerais de 2010 para introduzir severas reformas e corrigir a política econômica do gabinete anterior.

 

A Hungria tem sido altamente afetada pelas turbulências financeiras dos últimos meses e, em outubro do ano passado, recebeu um empréstimo de US$ 25,1 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI).

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