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Ministro das Relações Exteriores assume posto de premiê na Itália

Paolo Gentiloni conta com grande apoio da centro-esquerda do país, representada pelo Partido Democrata, o maior do parlamento

O Estado de S. Paulo

11 Dezembro 2016 | 14h58

Roma - O palácio presidencial da Itália divulgou que o ministro de Relações Exteriores, Paolo Gentiloni, foi convidado a assumir o cargo de primeiro-ministro e formar o próximo governo do país. O anúncio foi feito após Gentiloni reunir-se neste domingo com o presidente da Itália, Sergio Mattarella.

Gentiloni, de 62 anos, é do Partido Democrata - o mesmo do ex-primeiro-ministro Matteo Renzi. Ele surgiu como opção para assumir o governo após Mattarella ter realizado uma série de consultas durante três dias com líderes parlamentares e políticos. Renzi renunciou ao cargo de premiê na última semana, após a vitória do "não" em um referendo para alterar leis constitucionais na Itália.

O novo premiê conta com grande apoio da centro-esquerda do país, representada pelo Partido Democrata, o maior do parlamento. Ele também tem um bom relacionamento com o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, de quem foi ministro de Comunicações.

Gentiloni precisa realizar consultas com outros partidos políticos para escolher sua equipe de ministros. Então, o novo premiê e seu gabinete devem ganhar votos de confiança nas duas câmaras parlamentares da Itália para serem confirmados. Isso deve ocorrer antes da próxima quinta-feira, o que permite que Gentiloni represente a Itália em uma cúpula da União Europeia no mesmo dia.

O novo primeiro-ministro da Itália prometeu ir direto ao trabalho para formar uma nova coalizão de governo. "Estou ciente da urgência de dar para a Itália um governo com todos seus poderes, para reassegurar aos cidadãos e enfrentar com total comprometimento e determinação as prioridades sociais, econômicas e internacionais, começando com a reconstrução das áreas atingidas pelos terremotos", disse Gentiloni.

O novo premiê também afirmou que a decisão do presidente da Itália, Sergio Mattarella, de escolhê-lo para formar um novo governo é "uma grande honra" e que tentará levar adiante a tarefa com "dignidade e responsabilidade". (Dow Jones Newswires)

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