Ministro francês pede perdão por execução de Maria Antonieta

Kouchner lamenta decapitação; rainha entrou para história por dizer aos pobres para 'comerem brioches'

Efe,

17 de julho de 2008 | 17h37

Quase 215 anos depois da decapitação, em plena Revolução Francesa, da última rainha da França, a austríaca Maria Antonieta, o ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, pediu desculpas pelo ocorrido. "Sinto muito pelo que aconteceu", disse nesta quinta-feira, 17, o chanceler francês aos jornalistas, em Viena. A ministra de Assuntos Exteriores da Áustria, Ursula Plassnik, tinha lembrado anteriormente que se encontrou poucos dias atrás com Kouchner na Praça da Concórdia, em Paris, no nascimento da União pelo Mediterrâneo (UPM), a mesma praça - então chamada da Revolução - na qual aconteceu a decapitação. "Sim, eu sei. Lamento, sinto pelo que aconteceu, mas levem em consideração que eram os tempos da Revolução Francesa", comentou Kouchner. Maria Antonieta morreu na guilhotina em 16 de outubro de 1793, meses depois de seu marido, o rei Luís XVI, ter o mesmo destino após ser acusado de traição. A rainha francesa entrou para a história por sua frivolidade, lembrada por uma de suas falas mais conhecidas: "Se não têm pão, que comam brioches", em referência ao povo que passava fome.

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