Ministro francês se recusa a renunciar após morte de manifestante

O ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, um aliado próximo do presidente François Hollande, rechaçou nesta quarta-feira os pedidos por sua renúncia após a morte de um jovem manifestante ambientalista durante confronto com a polícia.

REUTERS

29 de outubro de 2014 | 08h38

Remi Fraisse, de 21 anos, foi morto em meio a um embate violento no fim de semana entre a polícia e manifestantes ambientalistas que querem impedir a construção de uma represa na área pantanosa de Testet, no sul da França. Aqueles que apoiam o projeto, incluindo fazendeiros locais, argumentam que pode ajudar na irrigação da região.

Ao apresentar as descobertas iniciais da investigação sobre a morte do manifestante, um promotor público disse na terça que ele foi provavelmente vítima de uma bomba de efeito moral, por vezes usada pela polícia francesa para dispersar multidões em situações de distúrbios sociais mais sérios.

"Não tenho, absolutamente, nenhuma intenção de renunciar enquanto cumpro meu dever junto ao Estado e à República", disse Cazeneuve à rádio Europe 1, afirmando que os investigadores têm um "dever moral" de descobrir o que aconteceu e acrescentando que qualquer abuso policial seria punido.

Líderes do Partido Verde francês, antigos aliados dos socialistas, de Hollande, têm criticado o governo por não condenar a morte de Fraisse com maior veemência. Cazeneuve anunciou na terça-feira que o uso de bombas de efeito moral seria suspenso até o resultado final das investigações.

(Reportagem de Mark John)

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