Ministro francês vai ao Mali e diz que missão militar não terminou

O ministro francês da Defesa, Jean-Yves Le Drian, fez nesta quinta-feira uma visita surpresa aos militares do seu país que combatem rebeldes islâmicos no montanhoso norte do Mali e disse que a missão deles só irá terminar quando a segurança estiver restaurada no país africano.

Reuters

07 de março de 2013 | 10h22

Após passar em revista às tropas nos arredores da remota serra de Adrar des Ifoghas, Le Drian afirmou a uma TV francesa que o objetivo da França é "restabelecer a segurança em todo o território do Mali".

"Depois disso, progressivamente, vamos transferir a uma missão africana sob mandato da ONU", disse ele. "Vim saudar nossas forças, (e dizer) que a França está orgulhosa das suas tropas e orgulhosa do profissionalismo da operação e da forma como ela está funcionando."

A França dizia que a captura de todo o norte do Mali por rebeldes ligados à Al Qaeda, em abril de 2012, representava um risco para a segurança da Europa e da África Ocidental.

Por isso, Paris lançou em 11 de janeiro uma operação aérea e terrestre para conter o avanço dos rebeldes para o sul. Numa fase posterior, a operação militar expulsou os insurgentes das principais cidades do norte malinês.

Na quarta-feira, o governo francês disse que a desocupação vai começar em abril, um mês depois da previsão anterior.

(Por Joe Penney e Emmanuel Braun, com reportagem adicional de Tiemoko Diallo, em Bamaco; e de Vicky Buffery, em Paris)

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