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Ministros discutem se UE receberá presos de Guantánamo

Portugal afirma que entre 6 e 7 países podem acolher detentos que não podem voltar para país de origem

Agências internacionais,

26 de janeiro de 2009 | 09h35

Vários países da União Europeia (UE) afirmaram nesta segunda-feira, 26, que o bloco deve ajudar o novo presidente dos EUA, Barack Obama, no fechamento da prisão de Guantánamo aceitando alguns de seus prisioneiros. Os ministros de Relações Exteriores do grupo estão discutindo um plano para receber os detentos que não podem retornar para seus países de origem.   Obama ordenou na semana passada o fechamento da prisão em Guantánamo, na ilha cubana, dentro de um ano. A prisão, conhecida por seus metidos de interrogatório agressivos, é consideram uma mancha no histórico de direitos humanos dos EUA. Nenhuma decisão concreta está prevista para está segunda, já que o bloco espera uma petição formal do novo governo de que tipo de apoio especifico pode precisar, ainda que os países europeus coincidam na satisfação com a decisão de Obama de fechar a prisão.   O alto representante de Relações Exteriores da UE, Javier Solana, e muitos ministros afirmam que os EUA devem garantir acesso total aos registros dos presos antes dos 27 países da UE apresentarem qualquer decisão. "Precisamos apertar as mãos dos EUA. É um novo começo, Guantánamo foi fechada e estamos encantados", afirmou o finlandês ao chegar para a reunião de chanceleres do bloco. Segundo ele, a UE deveria contemplar os presos que não foram julgados por nada, mas que não podem voltar para seus países e avaliar qualquer solicitação de status de refugiado.   Segundo o chanceler português, Luis Amado, pelo menos seis ou sete países estão dispostos a acolher os presos. Portugal foi o primeiro país a manifestar interesse em ajudar os EUA e receber os detidos. Na semana passada, a Suíça também afirmou que pode acolher os presos. Áustria e Holanda já recusaram a proposta e o governo alemão está dividido sobre o tema.   O ministro italiano das Relações Exteriores, Franco Frattini, anunciou que a Itália "está pronta para colaborar" com a nova administração dos EUA. O ministro italiano, que está em Bruxelas para uma reunião com os chanceleres da União Europeia nesta segunda-feira, explicou que o encontro deve discutir os meios de ajudar os Estados Unidos no fechamento de Guantánamo e as "regras" para receber os detentos da prisão norte-americana.   Por outro lado, o chanceler da República Tcheca, país que exerce a presidência de turno da UE, Karel Schwarzenberg, considerou que a recepção de prisioneiros de Guantánamo, atualmente cerca de 250, "não é tão simples" e corresponde "a cada país em particular". "Devemos primeiro ver quais serão os pedidos dos Estados Unidos e depois decidir", disse o chanceler antes do encontro. David Miliband, ministro das Relações Exteriores britânico, afirmou, por sua parte, que Londres "já deu a sua contribuição" e esclareceu que sua presença na reunião tem como princípio "compartilhar com os outros colegas a nossa experiência".   Entre 50 e 60 presos de Guantánamo não teriam segurança garantida ao voltar para sua terra natal, entre eles estão 17 muçulmanos chineses de uma etnia minoritária do oeste da China, que não podem voltar pois seriam perseguidos. "Este é um problema americano e eles devem solucioná-lo, mas estamos dispostos a ajudá-los se for necessário. Acredito que a resposta da UE será 'sim", afirmou Solana quando questionado se o bloco aceitaria alguns presos. Os governos da UE, que pediram durante anos pelo fechamento de Guantánamo, querem melhorar as relações com os EUA, danificadas com as discussões provocadas pela administração Bush durante a "guerra contra o terrorismo".

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