Monumento russo para Steve Jobs é desmontado após CEO da Apple assumir que é gay

Monumento russo para Steve Jobs é desmontado após CEO da Apple assumir que é gay

KATYA GOLUBKOVA, REUTERS

03 de novembro de 2014 | 16h16

Um monumento para Steve Jobs, o fundador da Apple, foi desmontado na cidade russa de São Petersburgo depois que o homem que o sucedeu no comando da empresa, Tim Cook, assumiu ser gay.

O monumento de dois metros de altura na forma de um iPhone foi erigido do lado de fora de uma universidade de São Petersburgo em janeiro de 2013 por um grupo russo de empresas chamado ZEFS.

Citando a necessidade de obedecer a lei que combate “propaganda gay”, o ZEFS declarou em um comunicado nesta segunda-feira que o memorial foi removido na sexta-feira – dia no qual o diretor-executivo da Apple anunciou ser homossexual.

“Na Rússia, a propaganda gay e outras perversões sexuais entre menores de idade são proibidas por lei”, afirmou o ZEFS, observando que a homenagem estava “em uma área de acesso direto a jovens estudantes e acadêmicos”.

“Depois que o CEO da Apple, Tim Cook, defendeu publicamente a sodomia, o monumento foi desmontado para cumprir a lei russa que protege as crianças de informações que incentivem a negação dos valores familiares tradicionais.”

No ano passado, Putin estimulou “valores tradicionais” aprovando uma lei que veta a disseminação de “propaganda gay” entre menores.

Putin disse não haver discriminação contra gays na Rússia e que a lei só é necessária para proteger os jovens, embora membros da comunidade gay afirmem que a aprovação da medida aumentou seus problemas.

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