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Morre o ex-primeiro-ministro francês Raymond Barre

Nicolas Sarkozy, chamou Barre de "um personagem à parte entre os políticos" e "um espírito livre"

Efe

25 de agosto de 2007 | 09h30

O ex-primeiro-ministro francês Raymond Barre, reputado economista, morreu hoje aos 83 anos, no hospital militar Val-de-Grace, em Paris. Barre, que vivia no sudeste da França, tinha sido transferido de Mônaco ao hospital da capital no dia 11 de abril, devido a um problema cardíaco. Ele sofria de insuficiência renal há anos. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, chamou Barre de "um personagem à parte" entre os políticos e um "espírito livre e independente". Ele destacou a constante fidelidade do ex-primeiro-ministro e prefeito de Lyon a "suas convicções européias, liberais e sociais". "Foi um representante eminente da escola francesa de ciência econômica, que teve a vontade de pôr seu conhecimento ao serviço do país", acrescentou o conservador Sarkozy, em comunicado do Palácio do Eliseu. "A França acaba de perder um de seus melhores servidores", afirmou Valéry Giscard d'Estaing, o presidente da França que nomeou Barre como primeiro-ministro, em 1976. Barre "era um homem de Estado que não perseguia nenhum objetivo pessoal, e sim o bem-estar da França", usando para isso a sua "competência excepcional e dedicação ao trabalho", acrescentou. O ex-primeiro-ministro deixou a política ativa em 2002, após desempenhar vários postos de responsabilidade nas presidências do general Charles de Gaulle e de Giscard d'Estaing. Assumiu a chefia do Governo em agosto de 1976, após a renúncia de Jacques Chirac. Conservou as rédeas do Executivo até 1981, quando o socialista François Mitterrand chegou ao Palácio do Eliseu. Em 1988, Barre disputou as eleições presidenciais. Mas, com 16,53% dos votos, ficou atrás de Mitterrand e Chirac. Nascido na a Ilha da Reunião, no oceano Índico, em 12 de abril de 1924, Barre foi eleito deputado pela primeira vez em 1978, e reeleito até 2002. Foi um reconhecido economista, professor devárias universidades e autor de livros de referência. Deu seus primeiros passos na política em 1959, nomeado chefe de gabinete do ministro da Indústria e Comércio Jean-Marcel Jeanneney. De Gaulle indicou seu nome em 1967 para vice-presidente daComissão Européia como encarregado de assuntos econômicos e financeiros. Ocupou o cargo até 1972. Giscard d'Estaing, que via em Barre o melhor economista da França, foi responsável pela sua nomeação como ministro do Comércio Exterior, em janeiro de 1976, no Gabinete encabeçado por Chirac. Quando o primeiro-ministro apresentou a sua renúncia, em agosto do mesmo ano, o presidente entregou a Barre o comando do Executivo. A crise do petróleo forçou uma política de austeridade, que não foi capaz de reduzir o crescente desemprego nem a galopante inflação. O cenário contribuiu para a vitória de Mitterrand, em 1981. No fim do primeiro mandato do presidente socialista e apoiado em pesquisas favoráveis, Barre se lançou à disputa do Palácio do Eliseu. Mas foi superado por um jovem e dinâmico Chirac. Afastado da vida política nacional, Barre foi conselheiro regional de Ródano-Alpes entre 1986 e 1992 antes de ser eleito prefeito de Lyon em 1995, mantendo o cargo aé 2001. Era casado com Eva Hegedüs, de origem húngara, com quem teve dois filhos, Olivier e Nicolas.

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