Morre o líder comunista espanhol Santiago Carrillo, aos 97

O histórico líder comunista espanhol Santiago Carrillo, figura primordial na transição para a democracia na década de 1970, morreu na terça-feira, aos 97 anos, na casa onde vivia, em Madri.

Reuters

18 de setembro de 2012 | 18h59

Seu filho, também chamado Santiago Carrillo, disse a jornalistas em frente à residência que seu pai morreu dormindo, placidamente, enquanto tirava a sesta.

"Morreu tranquilo, depois de alguns dias nos quais foi se debilitando, perdendo forças, mas não perdeu o ânimo nem a cabeça em momento algum."

O rei Juan Carlos e sua esposa, Sofia, foram à casa de Carrillo dar os pêsames à viúva, Carmen Menéndez, e aos filhos. Passaram 15 minutos no local e depois falaram aos jornalistas sobre um homem que atravessou quase um século da história espanhola.

As Centrais Operárias disseram em seu site que o velório ocorrerá na quarta-feira, das 10h às 21h (hora local), na sede da entidade sindical. Meios de comunicação disseram que o corpo será cremado, e que as cinzas serão espalhadas em Gijón, sua cidade natal.

Em telegrama protocolar divulgado pelo site do governo, o primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy salientou "o papel que (Carrillo) desempenhou durante a Transição e sua contribuição para a ordem constitucional, para o novo marco de convivência e para um futuro comum, sem abandonar suas profundas convicções, que permanecem como referência para a política espanhola".

Carrillo, última figura pública a participar ativamente na Guerra Civil, passou um período no exílio após ser perseguido pelo franquismo, e envolveu-se ativamente da tensa transição para a democracia depois da morte do ditador Francisco Franco, que governou o país por mais de 40 anos.

(Por Teresa Medrano)

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