Morte de Jean Charles foi erro, mas não crime, diz advogado

Para defensor da polícia, agentes da Scotland Yard teriam errado por estarem sob forte pressão pós-terror

Associated Press,

02 de outubro de 2007 | 18h40

A morte do brasileiro Jean Charles de Menezes por policiais britânicos que o confundiram com o um terrorista foi um erro grave, mas não um crime. A versão é do advogado da Scotland Yard, que falou durante o julgamento do caso nesta terça-feira, 2.  Veja TambémJean Charles foi morto com táticas incomuns, diz acusação O departamento de polícia de Londres está sendo processado pela suposta violação das leis de segurança pública na morte do brasileiro, de 27 anos. Jean Charles foi morto no dia 22 de julho de 2005 com sete tiros na cabeça em um trem subterrâneo londrino. A polícia nega ter atuado de forma condenável.  Para os promotores que cuidam do caso, uma série de erros cometidos pela polícia resultaram na morte do brasileiro e colocaram em perigo a vida de outros civis.  Os advogados da polícia vêem o caso com outros olhos: "Um erro grave foi cometido quando dispararam contra ele, mas, como sabemos agora, nem todos os erros são um delito", disse o advogado de defesa Ronald Thwaites. Para ele, caso os jurados condenem a polícia, a sentença afetará de forma negativa a capacidade dos agentes em tomar de melhor decisão "no melhor momento".  Segundo o advogado, os policiais atuavam em um momento de grande insegurança. A polícia procurava por quatro militantes islâmicos que um dia antes haviam tentado, ainda que sem êxito, detonar bombas em três trens do metrô de Londres e em um ônibus. O incidente ocorreu exatamente duas semanas após a série de atentados contra o sistema de transporte de Londres que deixou 52 mortos.   

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