Mosaico lembra morte de Jean Charles no metrô de Londres

Eletricista morto pela polícia londrina por engano é homenageado na estação em que foi assassinado

Efe,

07 de janeiro de 2010 | 20h42

Um colorido mosaico ao redor do rosto de Jean Charles de Menezes foi inaugurado nesta quinta-feira, 07, na estação do metrô de Londres onde o brasileiro foi baleado em 22 de julho de 2005 por policiais que o confundiram com um terrorista.

 

O monumento, que substitui uma montagem de flores e fotografias colocadas por familiares e amigos, homenageará o eletricista morto por engano um dia depois dos frustrados atentados terroristas contra o transporte público da capital britânica.

 

O mosaico, feito pela artista Mary Edwards, está na estação de Stockwell (sul de Londres), onde ocorreu o incidente que motivou vários processos contra membros da Polícia de Londres, os quais acabaram livres de acusações criminais.

 

Após anos de negociações, a família de Jean Charles e a Transport for London - empresa responsável pelo transporte público da capital britânica - chegaram a um acordo sobre a melhor maneira de homenageá-lo.

 

Vivian Figueiredo, prima de Jean Charles que dividia um apartamento com ele, disse nesta quinta que o monumento também servirá para lembrar que a polícia não está acima da lei. "Jean Charles não foi a primeira pessoa morta injustamente pela polícia nem será a última", afirmou a jovem, que, junto com outros familiares, organizou uma campanha para que os culpados da tragédia fossem castigados.

 

Em dezembro de 2008, o júri da investigação pública sobre a morte do brasileiro declarou "veredicto aberto", no qual não se pronuncia sobre a responsabilidade da Polícia no incidente, depois de o juiz, Michael Wright, negar a possibilidade de opinar sobre um homicídio injustificado.

 

Com essa decisão, o magistrado fechou as portas à possível acusação contra os responsáveis do fatídico erro.

 

Em 2007, a Polícia Metropolitana de Londres já foi declarada culpada de violar a lei britânica de Saúde e Segurança no Trabalho, que obriga as forças da ordem a zelar pela segurança tanto dos agentes como de outras pessoas.

 

No ano passado, a família de Jean Charles aceitou uma indenização financeira da Polícia Metropolitana de valor não divulgado.

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