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Movimento 5 Estrelas escolhe jornalista como candidata presidencial na Itália

O partido Movimento 5 Estrelas, da Itália, escolheu a jornalista investigativa de televisão Milena Gabanelli como sua candidata à Presidência após uma votação online pelos partidários, informou o partido alternativo nesta terça-feira.

Reuters

16 de abril de 2013 | 15h05

A eleição de um sucessor para o presidente Giorgio Napolitano, cujo mandato termina em 15 de maio, é um passo vital para resolver um impasse após a eleição inconclusiva em fevereiro, que não deixou nenhum partido capaz de formar um governo.

A primeira tarefa do próximo presidente será a de encontrar uma forma de sair do impasse, seja persuadindo os partidos a chegar a um acordo seja convocando novas eleições. A escolha do chefe de Estado tem causado disputas políticas ferozes.

As duas Casas do Parlamento, juntamente com os delegados das regiões, vão começar a votar na quinta-feira, um processo que pode envolver várias rodadas. Não há claro favorito.

A nomeação de Gabanelli, uma jornalista muito respeitada da emissora estatal RAI, mas uma completa estranha para a política tradicional, não deve mudar a batalha entre a aliança de centro-esquerda, liderada por Pier Luigi Bersani, e o bloco de centro-direita, de Silvio Berlusconi.

No entanto, isso encerra a especulação de que o Movimento 5 Estrelas poderia apoiar o ex-primeiro-ministro Romano Prodi, que é fortemente rejeitado por Berlusconi, mas apoiado por elementos da centro-esquerda. Ele ficou em oitavo na votação online que tinha 10 candidatos.

Prodi, ex-presidente da Comissão Europeia, está entre os nomes mais frequentemente debatidos na mídia como possível presidente, mas Berlusconi rejeitou apoiar um dos seus mais antigos rivais políticos como chefe de Estado.

Além de sua função cerimonial, o chefe de Estado tem um importante papel político amplamente definido na supervisão do governo, como Napolitano demonstrou durante a crise financeira de 2011, quando ele nomeou Mario Monti para liderar um governo tecnocrata.

O líder do Movimento 5 Estrelas, o ex-comediante Beppe Grillo, foi impedido de concorrer porque uma condenação de homicídio na sequência de um acidente de trânsito em 1981 o torna inelegível sob as regras do partido.

(Reportagem de James Mackenzie)

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