Movimento de 'indignados' decidem permanecer no centro de Madri

Milhares de pessoas ficaram há duas semanas acampadas nas praças das principais cidades espanholas para pedir uma mudança política e social e maior democracia na Espanha

Efe,

30 de maio de 2011 | 02h14

Acampamento instalado na Puerta del Sol

 

 

MADRI - O movimento dos "indignados" acampados na Puerta del Sol acertou em assembleia na noite de domingo, 29, permanecer na praça central madrilena e deixou para mais tarde a decisão de até quando se manter ali.

Participaram da assembleia popular milhares de pessoas segundo um porta-voz do movimento, que não disse quando se tomará a decisão de continuar ou não acampados nem se voltou a debater uma resposta aos comerciantes da região, que dias atrás denunciaram que o acampamento causou uma queda drástica das vendas em seus estabelecimentos.

"Há poucos dias estava claro que íamos embora, mas com o que aconteceu em Paris neste domingo e porque representantes dos acampamentos de muitas cidades nos pediram que continuemos, decidimos ficar", assinalou um dos porta-vozes.

Ele se referia à utilização de gás lacrimogêneo que a Polícia francesa fez na noite de domingo, 29, em uma tentativa de dispersar simpatizantes franceses do movimento de indignados que tinham tomado a praça da Bastilha de Paris.

Durante a reunião se aventou a possibilidade de fazer nesta segunda-feira, 30, uma jornada de reflexão e retomar na terça-feira, 31, o debate, embora tenha ficado sem concretizar, e se assegurou que a Polícia não interviria se, como até o momento, os acampados respeitassem a ordem pública.

Entre as propostas colocadas se expôs a possibilidade de levantar o acampamento da capital, embora se deixaria uma representação para que os cidadãos possam levar suas propostas, e continuar a mobilização nos bairros.

A da Puerta do Sol foi a última assembleia dos indignados das várias realizadas no domingo, 29, em outras povoações espanholas para debater a estratégia a seguir.

Milhares de pessoas, em sua maioria jovens, permaneceram há duas semanas em acampamentos instalados nas praças das principais cidades espanholas, para pedir uma mudança política e social e uma maior democracia na Espanha.

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