Mulher de capitão do navio italiano está furiosa-Paris Match

A mulher do capitão acusado de encalhar o navio de cruzeiro Costa Concordia disse, em uma entrevista publicada nesta terça-feira, que estava indignada com a maneira como seu marido vinha sendo retratado na mídia.

REUTERS

24 de janeiro de 2012 | 13h17

O capitão Francesco Schettino foi acusado de provocar o desastre em 13 de janeiro, no qual pelo menos 16 pessoas morreram, quando a embarcação que transportava 4.200 passageiros encalhou na costa da Itália e emborcou.

"Meu marido está no centro de uma tempestade sem precedentes na mídia", disse sua esposa, Fabiola Rossi, à revista francesa Paris Match.

"Não consigo pensar em nenhuma outra tragédia naval ou aérea em que a parte responsável tenha sido tratada com tanta violência... Essa é uma caçada humana, as pessoas estão atrás de um bode expiatório, de um monstro."

Schettino -que foi acusado de homicídio, de provocar o naufrágio e de abandonar o navio- vem sendo descrito como um covarde pelos jornais italianos, depois de uma gravação de sua conversa com um agente da guarda costeira durante o desastre que vazou para a imprensa e circulou na Internet.

Questionada se tinha raiva do tratamento dado a ele, ela disse: "você não teria?"

Ele é "alguém determinado, firme e lúcido. Ele é capaz de analisar situações, de entendê-las e administrá-las. Em casa ele é organizado e meticuloso, ele é amigável e uma pessoa alegre, que ganha a estima das pessoas", acrescentou Fabiola em uma versão da entrevista publicada no site do Paris Match.

Na gravação com a guarda costeira, Schettino parece confuso e fora de controle enquanto recebe a ordem de voltar para o navio e é ameaçado de prisão.

O advogado de Schettino, que diz que seu cliente admite responsabilidade parcial pelo desastre, está tentando ampliar a investigação para incluir uma terceira parte com quem ele esteve em contato, os proprietários do navio, Costa Cruises.

A empresa, uma unidade do Carnival Corp, a maior operadora de navios de cruzeiro do mundo, suspendeu Schettino e se declarou parte lesada no caso. Disse que "um erro humano infeliz" cometido por Schettino provocou o desastre.

(Reportagem de Nicholas Vinocur)

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