Mulher de 'Mercador da Morte' nega venda de armas

A mulher do russo Viktor Bout, suspeito de vender armas, disse nesta terça-feira que seu marido é um homem de negócios que respeita a lei e não o "Mercador da Morte" retratado pela mídia.

REUTERS

17 de março de 2009 | 12h18

"Meu marido apenas possuía negócio de transporte aéreo e o que ele transportava era legal", disse Alla Bout, uma estilista de 45 anos, à Corte Criminal de Bangcoc, que julga pedido de extradição dos Estados Unidos.

Ela estava entre as primeiras testemunhas de defesa chamadas no caso, que começou em março do ano passado quando o russo foi preso em uma operação conjunta entre a Tailândia e os Estados Unidos, em Bangcoc.

Os Estados Unidos querem que Bout seja julgado por conspiração para venda de armas às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que, segundo os Estados Unidos.

O governo norte-americano alega que Bout estava traficando armas desde 1990, usando uma frota de aviões de carga para enviar armas para África, América do Sul e Oriente Médio.

Alla Bout disse na audiência que seu marido, de 42 anos de idade, é apenas um empresário que deixou a aviação em 2001 para passar mais tempo com a sua família na Rússia.

A audiência sobre o caso de extradição pode terminar na quarta-feira. Mas o juiz disse nesta terça-feira que a última sessão será no dia 29 de abril e depois disso seria anunciada a data do veredicto.

(Reportagem de Kittipong Soonprasert)

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