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Não é hora de discutir presidência da UE, diz chefe do bloco

Debate sobre liderança do grupo esquente e socialistas reivindicam alto cargo de política externa

Efe,

29 de outubro de 2009 | 14h39

O primeiro-ministro sueco e presidente rotativo da União Europeia (UE), Fredrik Reinfeldt, afirmou nesta quinta-feira, 29, que ainda não é a hora dos líderes comunitários discutirem as candidaturas a presidente permanente da UE e a Alto Representante para a Política Externa, nem sequer de maneira informal, mas o debate já está aberto entre conservadores e socialistas, que reivindicam fortemente um representante na cúpula.

 

"Não abrirei consultas sobre nenhum nome e também não manterei contatos informais ao respeito", afirmou o presidente rotativo da UE e, portanto, encarregado de dirigir os debates durante o Conselho Europeu destas quinta e sexta.

 

Na sua chegada à reunião do Partido Popular Europeu (PPE) prévia à Cúpula dos 27, Reinfeldt considerou que antes de começar a falar de nomes é necessário ter mais clareza sobre a ratificação do Tratado de Lisboa na República Checa. "O que espero desta noite é tratar a situação Checa. Necessitamos que todos os colegas aceitem a solução que estamos tentando encontrar", assinalou, em referência às exigências impostas pelo presidente do país, Vaclav Klaus, para a assinatura.

 

Para o primeiro-ministro sueco, embora os 27 aceitem os pedidos de Klaus, "não há por enquanto um caminho claro para a ratificação do Tratado de Lisboa" na República Checa, depois que o Tribunal Constitucional do país adiou até 3 de novembro sua decisão sobre o recurso colocado contra o texto por um grupo de senadores conservadores.

 

Por outro lado, importantes dirigentes socialistas europeus reivindicaram que o futuro Alto representante para a Política Externa seja socialista e questionaram abertamente a possibilidade do ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair (1997-2007) ocupar a futura Presidência da União Europeia (UE).

 

O mais claro em rejeitar a candidatura oficiosa do ex-primeiro-ministro foi o titular de Assuntos Exteriores de Luxemburgo, Jean Asselborn, que declarou à imprensa que Blair "não é o candidato correto" para a Europa "pelo que representa". O ex-premier britânico "está vinculado ao ex-líder dos EUA George W. Bush" e "se os americanos elegeram (Barack) Obama, a Europa não pode voltar a Bush", indicou o ministro luxemburguês.

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