Navio Costa Concordia volta a flutuar e vai virar sucata na Itália

Os destroços do naufrágio do cruzeiro de luxo Costa Concordia foram trazidos de volta à superfície nesta segunda-feira, preparados para serem rebocados e usados como sucata, dois anos e meio após a embarcação ter virado na costa italiana e matado 32 pessoas.

ELEANOR BILES, REUTERS

14 de julho de 2014 | 09h51

O casco enferrujado do navio de 290 metros, que se chocou com pedras perto da ilha de Giglio, na Toscana, ao realizar uma manobra de exibição, estava em uma plataforma temporária desde que foi endireitado há um ano.

No que se tornou uma das maiores operações de recuperação de destroços da história, ar foi bombeado em 30 grandes caixas de metal presas ao casco do navio de 114,5 mil toneladas. O ar expulsou a água dessas caixas, levantando a embarcação para fora da plataforma subaquática.

“O barco agora está flutuando com os ‘sponsors' (caixas de metal) unidos a ele”, disse Franco Porcellacchia, engenheiro encarregado da operação.

“O navio está reto e não está pendendo nem longitudinalmente nem latitudinalmente. Isso é muito positivo”, disse ele em uma coletiva de imprensa após a operação ter começado.

Depois de o navio ser tido levantando em cerca de dois metros, ele será estabilizado ainda mais, utilizando-se correntes e cabos, e barcos rebocadores vão movimentá-lo cerca de 30 metros até um porto, onde será preparado para ser rebocado em alguns dias para Gênova, no norte da Itália, e então transformado em ferro velho.

O capitão do navio, Francesco Schettino, está sendo julgado, acusado de homicídio culposo, por causar o naufrágio ao navegar muito perto da praia para “saudar” o porto e abandonar o navio. Ele contesta as acusações.

Quem pagará pelo desastre, incluindo o desmonte da embarcação e danos causados a Giglio, mais provavelmente será a dona do navio, a operadora de cruzeiros Costa Crociere, uma unidade da Carnival Corp CCL.N, que deve arcar com um custo de mais de 1,5 bilhão de euros (2,05 bilhões de dólares), disse o presidente-executivo da companhia na semana passada.

(Por Philip Pullella)

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