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Nenhuma pessoa sã quer conflito com Irã, diz chanceler britânico

O secretário de Relações Exteriores da Grã-Bretanha, David Miliband, disse nesta sexta-feira que "nenhuma pessoa sã" vai querer um conflito militar com o Irã por causa de suas ambições nucleares. Ele afirmou acreditar que a diplomacia pode resolver a disputa.

REUTERS

25 de setembro de 2009 | 19h10

Grã-Bretanha, Estados Unidos e França ameaçaram adotar novas duras sanções contra o Irã se o país não for claro sobre seu programa nuclear, depois de terem acusado o governo iraniano, nesta sexta-feira, de construir uma usina secreta de enriquecimento de urânio.

Líderes ocidentais temem que o Irã queira fabricar armas nucleares, mas o governo iraniano diz que seu programa nuclear tem finalidade pacífica, de geração de eletricidade.

Depois da revelação de que o Irã há anos constrói uma outra usina nuclear, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, disse que não descartaria nenhuma opção ao lidar com a questão.

Miliband disse a um noticiário da TV britânica Channel 4: "Nenhuma pessoa sã quer um envolvimento militar com o Irã por causa de suas instalações militares."

Ele acrescentou: "Esta é a razão por que sempre digo que estamos 100 por cento comprometidos com o caminho da diplomacia. Acredito que o caminho da diplomacia pode funcionar."

Brown disse que o Irã tem até dezembro para atender às exigências de países ocidentais ou enfrentará novas sanções.

"Os iranianos dizem que querem um programa civil de energia nuclear, de acordo com seus direitos no tratado de não proliferação", disse Miliband.

"Eles podem tê-lo, desde que aceitem suas responsabilidades de não manter um programa nuclear militar, visível ou encoberto."

(Reportagem de Michael Holden)

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