Kim White/Reuters
Kim White/Reuters

No berço da revolução tecnológica, Medvedev se rende ao Twitter

Presidente russo está no Vale do Silício e amanhã irá a Washington para se encontrar com Obama

Efe,

23 de junho de 2010 | 22h25

WASHINGTON- O presidente russo, Dmitri Medvedev, em seu segundo dia de uma visita à Califórnia e ao Vale do Silício, o berço da revolução tecnológica, quis seguir o exemplo e abriu nesta quarta-feira, 23, uma conta no Twitter.

 

Cinco horas depois de criar seu perfil, Medvedev já tinha enviado dez mensagens que continham fotografias, reflexões e comentários.

 

"O maior ativo do Vale do Silício é a comunicação. As pessoas usam essas ferramentas para o trabalho e não para tolices. A Rússia seria beneficiada com esse tipo de ambiente", afirmou em um de suas mensagens o presidente russo.

 

Um dos objetivos da visita de Medvedev de costa a costa dos Estados Unidos é incentivar a cooperação tecnológica entre os dois países.

 

Hoje, o presidente russo visitou a sede de várias empresas de tecnologia, como a Apple, Yandex, Cisco e o próprio Twitter. Ele também se reuniu com russos que trabalham no Vale e foi à Universidade de Stanford.

 

Segundo o diretor de comunicações do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Ben Rhodes, o presidente Barack Obama vê Medvedev como "um interlocutor extraordinariamente capaz e confiável" que "demonstrou várias vezes cumprir com o que promete".

 

Medvedev continuará sua visita amanhã em Washington, onde se reunirá com Obama, no sétimo encontro bilateral dos dois líderes, em um encontro no qual a Casa Branca quer demonstrar a excelência das relações entre Rússia e EUA depois de Obama chegar ao poder e expressar sua vontade de "um novo começo".

 

Na reunião que acontecerá um dia antes das cúpulas do G-8 e do G-20 no Canadá, os líderes devem discutir a situação no Quirguistão, onde os dois países possuem bases militares, a defesa antimísseis e os laços econômicos.

 

Durante o governo Obama, Rússia e EUA assinaram um novo acordo de desarmamento nuclear, o Start, deram um novo impulso a um acordo de cooperação nuclear civil e promoveram uma resolução na ONU para novas sanções contra o Irã.

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