Novo julgamento de ex-premiê ucraniana é adiado para o dia 14

Um tribunal ucraniano reiniciou na terça-feira o processo por evasão fiscal contra a ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko, mas em seguida remarcou a audiência para 14 de agosto, após uma polêmica sobre se ela poderia participar por videoconferência, já que está hospitalizada.

Reuters

31 de julho de 2012 | 11h41

Tymoshenko já cumpre pena de sete anos por abuso de poder, mas foi transferida da prisão para uma clínica na cidade de Kharkiv, no leste do país, para se tratar de uma crônica dor nas costas.

A nova audiência no processo por evasão fiscal e enriquecimento ilícito já foi adiado várias vezes desde meados de abril, por causa da impossibilidade do comparecimento dela.

Mais de mil simpatizantes e manifestantes contrários a Tymoshenko estavam em frente ao tribunal quando o processo foi reaberto. A audiência foi suspensa depois que a defesa dela rejeitou um pedido da promotoria para que a ré fosse ouvida por videoconferência.

Médicos alemães que atendem Tymoshenko disseram na segunda-feira que ela deve passar até mais oito semanas em tratamento.

O processo contra Tymoshenko, que azeda as relações entre a Ucrânia e a União Europeia, remonta a situações ocorridas na década de 1990, quando ela era uma proeminente executiva. A ex-primeira-ministra nega as acusações.

Promotores dizem que a extinta empresa de comercialização de gás de Tymoshenko causou prejuízos em torno de 4 milhões de dólares para o Estado, e que ela pessoalmente sonegou 85 mil dólares em impostos.

Principal rival política do presidente Viktor Yanukovich, Tymoshenko foi presa por um suposto abuso de poder numa transação de gás com a Rússia, na época em que era primeira-ministra.

O governo diz que o acordo, de 2009, impôs à Ucrânia um preço injusto para as importações de gás. A política se diz vítima de uma vingança de Yanukovich, que a derrotou na eleição presidencial de fevereiro de 2010.

A União Europeia diz que os processos contra Tymoshenko parecem ser uma perseguição política. No ano passado, o bloco arquivou importantes acordos de liberalização comercial e associação política com a Ucrânia por causa da prisão de Tymoshenko.

(Reportagem de Andriy Perun)

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