Novo submarino nuclear russo entra em atividade

A Rússia inaugurou nesta quinta-feira o primeiro de uma nova classe de submarinos a ser usada durante décadas, e o presidente russo, Vladimir Putin, prometeu fortalecer ainda mais a Marinha nacional.

STEVE GUTTERMAN, Reuters

10 de janeiro de 2013 | 17h40

Putin, que tomou posse em maio para um mandato de seis anos, tem enfatizado que a Rússia considera as armas nucleares como uma fonte crucial de segurança e que continuará reconstruindo seu poderio naval após um período de encolhimento que se seguiu ao colapso soviético, em 1991.

O ministro da Defesa, Sergei Shoigu, informou a Putin que o primeiro submarino da classe Borei, movido a energia nuclear, entrou em serviço. A embarcação se chama Yuri Dolgoruky e estava sendo construída desde 1996.

Shoigu conversou com Putin por videolink a bordo do submarino de 170 metros, projetado para transportar 16 mísseis balísticos intercontinentais de um novo tipo, chamado Bulava.

"Camarada comandante-em-chefe! A embarcação foi entregue à Marinha russa", disse Shoigu a Putin, numa mensagem exigida pela TV estatal a partir do estaleiro Sevmash, no porto de Severodvinsk, no mar Branco.

Naquele momento, o presidente russo visitava a base naval de Severomorsk, no mar de Barents.

"O desenvolvimento de uma Marinha poderosa e eficaz é uma das principais prioridades da Rússia", disse Putin. "Só vamos aumentar o ritmo, a renovação e o desenvolvimento da frota."

Putin acrescentou que o governo reservou 4 trilhões de rublos (132 bilhões de dólares) até 2020 para modernizar as forças navais.

Ele reiterou os planos para colocar em funcionamento nesse período oito submarinos Borei, projetados para lançar mísseis intercontinentais, além de oito submarinos do tipo Yasen, menores, mas também movidos a energia nuclear.

O almirante Viktor Chirkov, comandante da Marinha russa, disse que o Yuri Dolgoruky deve entrar em prontidão para combates no começo de 2014, após uma série de exercícios, segundo a agência estatal de notícias RIA.

Em 2010, Rússia e Estados Unidos firmaram um importante tratado que estabelece limites mais rigorosos para o tamanho dos arsenais nucleares de longo alcance acumulados durante a Guerra Fria.

Mas, embora tenha sido limitado, o número de ogivas e veículos de lançamento, como os submarinos, continua sendo suficiente para devastar o mundo, e Putin deixou claro que a Rússia continuará modernizando seu arsenal.

(Reportagem adicional de Alexei Anishchuk)

Tudo o que sabemos sobre:
RUSSIASUBMARINOATIVIDADE*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.