Novos atentados na Irlanda são atribuídos a dissidentes do IRA

Última vítima, uma mulher de 38 anos, sofreu ferimentos leves após a explosão de uma bomba sob seu carro

EFE

17 de outubro de 2009 | 06h47

Dissidentes do IRA poderiam ser os responsáveis por uma nova campanha de terror na Irlanda do Norte cuja última vítima, que ficou apenas feridas, é a namorada de um agente da Polícia local. A mulher, de 38 anos, sofreu ferimentos leves após a explosão de uma bomba, na sexta-feira, colocada embaixo de seu carro estacionado em um bairro residencial de Belfast.

 

O fato de se tratar de um conversível minimizou os danos da onda expansiva da explosão, segundo especialistas. O superintendente chefe da Polícia, Brian Maguire, afirmou após o incidente: "Há gente ainda em nossa sociedade atual que se propõe matar e causar caos".

 

"Somos conscientes que existe uma grave ameaça e não é algo novo", disse Maguire, citado pela agência Press Association. No mês passado, o IRA Real detonou uma bomba em frente à casa de um policial em Londonderry enquanto no mesmo dia outra bomba colocada em frente à casa da irmã do agente não chegou a explodir.

 

O chamado IRA de Continuidade assumiu o assassinato do policial Stephen Carroll, em março, na localidade de Craigavon. O ministro do Interior do Governo norte-irlandês, Paul Goggins, qualificou o último atentado de Belfast de "repugnante".

 

"Felizmente, a mulher só sofreu ferimentos leves, mas os que puseram a bomba tinham a intenção de matar. Não lhes importa a quem matam", acrescentou. O primeiro ministro, Peter Robinson, do Partido Unionista, afirmou que se tratou de um "ataque malvado que tinha como objetivo assassinar a um funcionário da Polícia".

 

"O condeno do modo mais enérgico. Os responsáveis não têm nada para oferecer e a eles será aplicada a lei com máximo rigor", anunciou. Segundo o chefe do Governo, "sem dúvida os responsáveis pretendem que a Irlanda do Norte volte aos das tenebrosos do passado. Mas não conseguirão".

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