Alessandro Garofalo/Reuters
Alessandro Garofalo/Reuters

Nunca cometi uma gafe, afirma Silvio Berlusconi

Famoso por seus deslizes em declarações, primeiro-ministro italiano afirma que tudo é criação dos jornais

25 de maio de 2009 | 09h45

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi afirmou em entrevista à rede CNN que nunca cometeu uma gafe e que não gosta de seu cargo nos últimos tempos. Conhecido pelos deslizes que comete em declarações, o premiê culpou a imprensa pela fama. "Nunca cometi qualquer gafe, nenhuma, cada uma delas foi inventada pelos jornais", afirmou.

 

Veja também:

Berlusconi pediu para 'apalpar' voluntária após terremoto

'Fim de semana no camping' não foi gafe, diz Berlusconi

Após gafe, Berlusconi é acusado de minimizar o estupro

 

Berlusconi afirmou ainda sentir que o posto de primeiro-ministro é uma carga muito pesada. "Ainda faço tudo com um grande senso de sacrifício. Tenho que admitir que não gosto. Absolutamente", afirmou. "Estou aqui porque infelizmente agora Berlusconi é considerado o unido líder capaz de unir a centro-direita do país".

 

Segundo o premiê, não há nenhum líder respeitável ou com credibilidade na esquerda opositora, e por isso ele deve se sacrificar até que apareça alguém capaz de permitir que ele deixe o posto e seja apenas um avô.

 

Recentemente, Berlusconi esteve na mira da imprensa por conta de seu divórcio. O primeiro-ministro italiano e sua mulher, Verônica Lario, trocaram farpas pelos jornais depois de notícias de que o casal estaria se divorciando. Cansada dos "caprichos" do marido e de seus constantes flertes com mulheres mais jovens, Verônica anunciou a decisão de acabar com o casamento. Apesar do escândalo, Berlusconi permaneceu com altos índices de popularidade, com mais de 60% de aprovação.

 

Na entrevista, o premiê afirmou que toda a situação foi criada por seus inimigos da oposição e por jornalistas que queriam acabar com a sua integridade. "Acho que é uma vergonha a conduta das pessoas de invadir a privacidade e usá-la para ataques políticos". "Reagi, expliquei exatamente a situação e tenho ainda todos os italianos comigo. Em uma outra ocasião, esta acusação será um bumerangue" que voltará aos que "me acusaram", continuou o premiê ao comentar algumas críticas que tem sofrido.

 

Guantánamo

 

A Itália gostaria de ajudar os EUA a aceitar alguns detentos da prisão da baía de Guantánamo, mas irá agir em harmonia com os outros países da União Europeia, informou Berlusconi. "Nós devemos ver o que a maioria dos outros países europeus vai fazer. Se nós pudermos fazer algo em favor do povo norte-americano, para o governo norte-americano, nós certamente faremos", disse Berlusconi em um entrevista à emissora CNN Internacional.

Berlusconi, em entrevista gravada no sábado, disse que os Estados Unidos precisam de ajudado com Guantánamo, porque "nós não podemos pensar que apenas eles (Estados Unidos) lutam por tudo por nós", de acordo com uma transcrição fornecida pelo seu gabinete nesta segunda-feira.

Tudo o que sabemos sobre:
ItáliaSilvio Berlusconi

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.