Obama apóia Turquia na UE; Sarkozy rejeita

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu neste domingo que a União Européia (UE) aceite a Turquia como um membro pleno do bloco de 27 países, o que foi imediatamente rejeitado pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy.

REUTERS

05 de abril de 2009 | 12h10

O episódio foi um raro sinal de divergência durante a reunião entre os Estados Unidos e a UE, encontro programado para reforçar os laços transatlânticos, fragilizados durante a administração George W. Bush.

"Os Estados Unidos e a Europa devem ver muçulmanos como amigos, vizinhos e parceiros na luta contra a injustiça, a intolerância e a violência, criando uma relação de interesses e respeito mútuos", afirmou Obama durante a reunião de cúpula.

"Avançar na direção de ter a Turquia como membro da UE seria um importante sinal do compromisso europeu com essa agenda e asseguraria que continuaríamos a ancorar a Turquia firme na Europa", disse o presidente norte-americano aos líderes do bloco europeu.

A Turquia há tempos busca se juntar ao bloco, e a declaração de Obama reafirmou o apoio dos Estados Unidos a esse objetivo. Países da UE como França e Alemanha resistem à idéia.

Sarkozy afirmou que cabe aos estados da UE decidir sobre a entrada da Turquia e reiterou a sua oposição à proposta. "Sempre fui contra a essa entrada", disse a uma TV francesa.

"Continuo contra, acho que posso dizer que a imensa maioria dos países-membros tem a mesma opinião que a França", declarou Sarkozy.

As negociações para a entrada da Turquia na União Européia são prejudicadas por causa das preocupações com os direitos humanos no país, do avanço tímido em reformas e da longa disputa territorial envolvendo Chipre.

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