Observadores europeus dizem que eleição russa foi tendenciosa

A eleição parlamentar russa de domingo foi tendenciosa e favoreceu o partido governista Rússia Unida, do primeiro-ministro Vladimir Putin, além de ter sido alvo de aparentes manipulações, incluindo introdução de votos nas urnas, disse nesta segunda-feira a principal missão internacional de observadores da eleição.

REUTERS

05 de dezembro de 2011 | 11h02

Segundo observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa e da assembleia do Conselho da Europa, integrantes da missão, a campanha eleitoral russa foi marcada por "limitada competição política e ausência de imparcialidade".

A apuração dos votos "foi caracterizada por frequentes violações dos procedimentos e situações de manipulação aparente, incluindo várias sérias indicações de enchimento de urnas com votos", disseram os monitores em um relatório preliminar.

O resultado da apuração, que está praticamente encerrada, mostrou que o partido Rússia Unida, de Putin, obteve 49,5 por cento dos votos, quantidade suficiente para lhe garantir 238 das 450 cadeiras na câmara baixa do Parlamento (a Duma), segundo a Comissão Eleitoral Central. O partido perdeu 77 cadeiras em relação à votação anterior.

(Reportagem de Thomas Grove)

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