Ofensiva na Ossétia do Sul matou 1.400, diz líder separatista

Presidente da Geórgia afirma que 30 morreram nos conflitos; tensão aumenta após envio de tropas russas

AP e Efe,

08 de agosto de 2008 | 20h15

O líder da região separatista de Ossétia do Sul, Eduard Kokoiti, declarou nesta sexta-feira, 8, que os bombardeios e a ofensiva das tropas georgianas contra a província deixaram pelo menos 1.400 mortos. "Vamos checar esses números, mas eles estão por volta disso. Nós temos essa informação com base nos relatos de parentes (das vítimas)", afirmou, segundo a agência russa Interfax.   Veja também: Tanques russos entram em região separatista ONU diz que milhares fugiram para a Rússia Entenda o conflito separatista na Geórgia Assista ao vídeo no Youtube  Professor comenta a situação no Cáucaso  Galeria de fotos do conflito    Por sua vez, o presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvili, declarou que 30 pessoas morreram nos conflitos. A Rússia enviou 150 tanques, tropas terrestres e peças de artilharia à Ossétia do Sul nesta sexta-feira, alegando que busca "proteger as forças de paz russas e os habitantes dessa região", que em sua maioria têm cidadania russa.   As informações sobre o confronto, porém, pareciam contraditórias. Não era possível determinar se forças russas ou georgianas detinham o controle da capital da província separatista, Tskhinvali.   Na tarde desta sexta-feira, Marat Kulajmetov, comandante russo das Forças Mistas para a Manutenção da Paz, declarou que as forças de Ossétia do Sul recuperaram grande parte de Tskhinvali. Enquanto isso, Temur Yakobashvili, ministro georgiano de Reintegração, reiterava que "as tropas governamentais controlam plenamente a cidade de Tskhinvali e quase toda a Ossétia do Sul."   O presidente russo, Dmitri Medvedev, afirmou que não permitirá a "morte impune" de cidadãos russos e advertiu que os culpados serão castigados, durante uma reunião do Conselho de Segurança da Rússia.   Localizada entre o Mar Negro, Turquia e Rússia, a Geórgia era uma das repúblicas da União Soviética. Depois da queda da URSS, em 1991, o país votou pela restauração de sua independência. O governo georgiano irritou Moscou quando pediu sua adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), o que foi considerado pela Rússia como uma tentativa ocidental de enfraquecer sua influência na região do Cáucaso.   A Ossétia do Sul tem um governo próprio desde que lutou com a Geórgia pela sua independência entre 1991 e 1992. Durante o conflito, a região declarou sua independência, mas ela não foi reconhecida.

Tudo o que sabemos sobre:
Ossétia do SulRússiaGeórgia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.