Oficiais britânicos anunciam visita a preso de Guantánamo

Miliband diz que enviados irão preparar soltura de Binyan Mohamed; advogada diz que detento pode morrer

AP e Efe,

11 de fevereiro de 2009 | 14h33

A chancelaria britânica anunciou nesta quarta-feira, 11, que oficiais britânicos irão à prisão militar de Guantánamo para visitar um detento que alega ser vítima de tortura e preparar sua soltura. O secretário do Exterior britânico, David Miliband, disse que os oficiais irão à detenção americana para verificar as condições de Binyan Mohamed, cidadão britânico nascido na Etiópia, e preparar seu retorno. Veja também:Saiba mais sobre a base naval de Guantánamo  Segundo a advogada do detento, ele está em mau estado de saúde e pode morrer se não for libertado logo. Mohammed, que diz ter sido torturado por agentes dos EUA antes de ser levado a Guantánamo, em 2004, está em "pele e ossos", segundo Bradley, que o visitou há 15 dias, depois que o detido começou uma greve de fome, em 5 de janeiro. Desde 14 de janeiro, Mohammed é alimentado através de uma sonda, acrescentou a representante legal. A advogada se reunirá nesta quarta com Miliband, para pedir que pressione Washington a fim de conseguir que Mohammed saia o mais rápido possível da base de Guantánamo e possa voltar ao Reino Unido. "Mohammed pode sair de Guantánamo de duas maneiras se as pessoas não agirem: louco, porque isso é pouco a pouco o que está acontecendo a ele, ou em um caixão, porque seu estado está piorando", disse ela. O caso de Mohammed foi centro de uma polêmica na semana passada, depois que dois juízes britânicos revelaram que os EUA ameaçaram reconsiderar a cooperação em matéria antiterrorista com o Reino Unido se uma informação secreta americana sobre a suposta tortura do detido fosse a público. Na semana passada, Miliband disse que revelar o conteúdo dos documentos contra a vontade das autoridades dos EUA poderia causar um dano "real e significativo" à segurança nacional. Os documentos têm detalhes sobre o tratamento por parte dos EUA a Mohammed, que manifestou que as agências de inteligência britânicas foram cúmplices da tortura.

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