Onda de calor faz taxistas russos cobrarem por uso de ar condicionado

Viagens podem ficar até 20% mais caras; preço é justificado pelo uso maior de combustível

Efe

20 de julho de 2010 | 09h06

Onda de calor é uma das piores que a Rússia já enfrentou.

 

MOSCOU - Aproveitando a onda de calor que assola Moscou, a pior que vive a Rússia em décadas, os taxistas da capital russa estão cobrando dos clientes um custo adicional pelo uso do ar condicionado.

 

A forma de cobrança varia de acordo com o taxista. Pode ser feita por tempo, desde 1 rublo (quase 3 centavos de euro) por minuto; por trajeto, cujo preço varia entre 100 e 200 rublos (entre 2,5 e 5 euros); ou pela porcentagem da tarifa final, que pode ficar até 20% mais cara.

 

"O ar condicionado custa 150 rublos (3,80 euros) por trajeto", disse a operadora de uma das grandes companhias de táxi da capital russa. No entanto, este suplemento não é informado no site da empresa, que indica pagamentos adicionais de 150 rublos por veículo para fumantes, transporte de animais domésticos, serviço de mensagem ou cargas de grandes dimensões.

 

Outra companhia assinalou que, caso o cliente peça expressamente que o veículo tenha ar condicionado, precisará pagar uma taxa adicional sobre a tarifa base. No entanto, se não solicitar de antemão este serviço, mas se o motorista ligar o ar condicionado por iniciativa própria durante o trajeto, o cliente não será obrigado a pagar o preço adicional.

 

Segundo o diretor-executivo da União de Transportadoras de Moscou, Yuri Sveshnikov, o equipamento dos táxis com ar condicionado e o uso dele não está regulado em nenhum código. "A princípio, entendo os proprietários das empresas que cobram o ar condicionado, já que quando funciona, o veículo consome mais combustível. Por outro lado, esta despesa adicional é irrelevante: entre 1,5 e 2 litros por cada 100 quilômetros, no máximo 50 rublos (1,30 euro)", assinalou ao jornal "Komsomolskaya Pravda".

 

Para Sveshnikov, faria mais sentido incluir esta pequena soma à tarifa básica e apresentar o equipamento de ar condicionado de seus carros como um valor agregado. "Se seguirmos a lógica dos que aplicam um suplemento por ar condicionado, no inverno deveria ser cobrado para acender a calefação", concluiu.

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