ONG acusa Rússia de usar bomba de fragmentação na Geórgia

Humqn Rights Watch pediu que a Rússia pare de usar este tipo de arma, condenado por mais de 100 países

AP

15 de agosto de 2008 | 06h59

A ONG Human Rights Watch (HRW) afirmou nesta sexta-feira que coletou evidências de que aviões russos usaram bombas de fragmentação contra áreas civis na Geórgia. O grupo de direitos humanos norte-americano pediu que a Rússia pare de usar este tipo de arma, condenado por mais de 100 nações pelo mundo todo.   Veja também: Rússia desafia EUA e apoiará separatistas NYT: Geórgia sofreu ataque virtual Ouça o relato de Lourival Sant'Anna  Imagens feitas direto da capital da Geórgia  Godoy e Cristiano Dias comentam conflito  Entenda o conflito separatista na Geórgia Cronologia dos conflitos na Geórgia Em um relatório divulgado nesta sexta-feira, 15, a HRW diz que bombas de fragmentação lançadas de aviões russos mataram ao menos 11 pessoas e feriram dezenas em Gori e no vilarejo de Ruisi. As bombas de fragmentação contêm centenas de submunições que explodem em uma área aberta, matando e ferindo civis. Algumas delas não explodem imediatamente e se tornam, na prática, minas, que podem provocar acidentes meses ou anos depois do conflito. O ministro de Defesa da Rússia negou a acusação, segundo a agência oficial Itar-Tass.Um oficial não identificado do ministério reclamou que a organização reuniu informações inverídicas. O conflito entre a Rússia e a Geórgia começou na semana passada, quando tanques de Moscou invadiram a ex-república soviética para defender a república separatista da Ossétia do Sul.  

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