ONG denuncia prisão 'ilegal' de imigrantes na Espanha

Policiais buscavam estrangeiros em troca de folgas no trabalho, segundo organização de direitos humanos

Agência Estado e Associated Press,

24 de agosto de 2009 | 13h48

Uma organização defensora dos direitos dos imigrantes na Espanha exigiu nesta segunda-feira, 24, que se castigue algumas autoridades policiais em Madri. O motivo é que, há sete meses, essas autoridades ordenaram que seus agentes prendessem um número determinado de estrangeiros ilegais, em troca de folgas.

 

A Federação Estatal de Associações de Imigrantes e Refugiados (Ferine) denunciou que, apesar da revelação do caso provocar uma trégua na campanha de prisões, esse mesmo modelo de operação passou a ocorrer nas comunidades de Andaluzia, Baleares e nas Canárias, informou a agência Europa Press.

 

"Desde esse momento e até o mês de julho houve uma espécie de trégua, mas as atuações policiais ilegais se transferiram para outras comunidades autônomas", afirmou à agência o presidente da Ferine, Víctor Saez.

 

A entidade exigiu que o ministro do Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, interrompa "de uma vez por todas" esse tipo de ação. Sáez qualificou as trocas de cotas de ilegais detidos por folgas como medidas "xenófobas e racistas".

 

Em janeiro, o Sindicato da Polícia obteve um documento de uma delegacia de Madri demonstrando a exigência. "Interceptavam estrangeiros em lugares públicos, exigindo deles a documentação com base em traços físicos", afirmou Sáez. "Ninguém pode te pedir a documentação a não ser que haja suspeitas fundadas de que tenha cometido um delito", apontou.

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