ONU deve ter posição firme sobre Coreia do Norte, diz Hillary

Conselho de Segurança evitou punição a Pyongyang por lançamento de foguete; órgão deve voltar a se reunir

Agências internacionais,

06 de abril de 2009 | 18h16

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse nesta segunda-feira, 6, que o primeiro passo a ser tomado em relação ao lançamento do míssil norte-coreano no fim de semana deve ser uma posição firme da Organização das Nações Unidas. Hillary classificou o lançamento do foguete Taepodong-2 pela Coreia do Norte como um ato provocativo com graves implicações.

 

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"A Coreia do Norte tem que saber que quaisquer esforços para obter os objetivos que estipulou como desejáveis nas negociações entre os seis países serão postos em risco", afirmou a secretária de Estado. O Conselho de Segurança da ONU concluiu no domingo suas deliberações sobre a situação de crise criada por Coreia do Norte ao lançar seu foguete de longo alcance sem conseguir o consenso nem decidir que ação tomará contra Pyongyang.

 

Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - China, França, Rússia, Reino Unido e os EUA - e o Japão irão se reunir na tarde de terça-feira para discutir o lançamento do foguete pela Coreia do Norte, disse o embaixador do Japão na ONU, citado pela agência de notícias chinesa Xinhua.

 

Mais cedo, um oficial russo afirmou que Pyongyang não colocou em órbita nenhum satélite, como planejava. "Nosso sistema de controle do espaço cósmico não detectou a colocação em órbita do satélite norte-coreano. Segundo nossos dados, não há tal satélite em órbita", disse o oficial à agência russa Interfax.

 

O regime comunista de Pyongyang assegurou no domingo que lançou com sucesso um foguete de três peças que colocou em órbita seu satélite de comunicações Kwangmyongsong-2. A Coreia do Norte nega que esse lançamento tenha sido de um míssil de longo alcance capaz de chegar até a costa oeste dos EUA, concretamente até o Alasca, como suspeitam no Ocidente, e mantém que foi um satélite de comunicações que está já orbitando.

 

O presidente rotativo do Conselho da ONU, o embaixador do México perante a ONU, Claude Heller, disse que as consultas entre os países "continuarão e o Conselho voltará a se reunir no momento adequado". O Ministério de Exteriores da Rússia em sua primeira reação exortou no domingo a "mostrar moderação" por causa do lançamento do foguete norte-coreano, a fim de "impedir uma escalada na península da Coreia", segundo informava a televisão russa.

 

O porta-voz oficial da chancelaria, Andrei Nesterenko, se limitou a dizer que a situação requer ser estudada pelos especialistas militares. Posteriormente, a chancelaria russa informou que seu titular, Serguei Lavrov, manteve ontem conversas telefônicas com seus colegas dos Estados Unidos, China, Japão e Coreia do Sul.

 

Em conversa com Hillary, as partes defenderam esforços conjuntos a fim de impedir a desestabilização na Ásia, e por preservar o processo de negociações a seis lados sobre o problema nuclear coreano, segundo o comunicado do Ministério. Além dos EUA e Rússia, nas negociações sobre o problema nuclear coreano participam as duas Coreias, Japão e China. Na conversa entre Lavrov e Hillary, que teve lugar por iniciativa americana, as partes acertaram manter estreitos contatos e continuar as consultas sobre a delicada questão.

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