ONU e Otan condenam atentado terrorista no metrô de Moscou

Ataques deixaram ao menos 38 mortos e outros 65 feridos na capital russa

Efe e Associated Press

29 de março de 2010 | 09h15

A ONU, o G-8, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e os governos da França, dos EUA e do Reino Unido condenaram os ataques terroristas ocorridos no metrô de Moscou nesta segunda-feira, 29, que deixaram ao menos 38 mortos e 65 feridos, demonstrando apoio ao presidente Medvedev na luta contra o terrorismo.

 

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O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, lembrou às autoridades russas sua disposição de cooperar contra o terrorismo. "Em nome da Otan (aliança da qual a Rússia faz parte), condeno firmemente os atentados terroristas de Moscou. Não pode haver justificativa para este tipo de ataques sobre civis inocentes", disse Rasmussen em comunicado. "A Otan continua comprometida em cooperar com a Rússia na luta contra o terrorismo internacional", acrescentou.

 

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou "energicamente os dois atentados (...) que causaram a trágica perda de muitas vidas inocentes e feridas a outras pessoas", afirmou a organização por meio de um comunicado.

 

O ministro de Relações Exteriores canadense, Lawrence Cannon, emitiu um comunicado como presidente da reunião em nome dos colegas do G-8, no qual expressa "seus mais profundos pêsames" e pede que os responsáveis sejam descobertos.

 

Já o presidente dos EUA, Barack Obama, classificou os ataques como "cruéis", enviou suas condolências ao povo russo e afirmou que os EUA são solidários ao povo russo no repúdio à violência extremista, segundo um comunicado divulgado pela Casa Branca.

 

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, por sua vez, se disse "consternado" com o episódio e enviou suas condolências a Medvedev. O premiê enviou uma mensagem de "condolência e apoio" ao mandatário russo e a todas as vítimas dos ataques. "Nunca pode haver uma justificativa para atos deste tipo" afirmou um porta-voz do governo britânico atribuindo a mensagem a Brown.

 

A chanceler alemã, Angela Merkel, também condenou os "terríveis" atentados e afirmou que a ação constitui um "revés" nos esforços do governo russo de estabelecer a segurança no território nacional. "É um acontecimento terrível", disse Merkel à imprensa alemã direto da Turquia, onde está em viagem oficial. O ministro de Assuntos Exteriores, Guido Westerwelle, também condenou os "covardes" e "repugnantes" atentados e transmitiu condolências aos familiares das vítimas.

 

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, qualificou o episódio como "odioso" e expressou sua "total solidariedade" ao povo russo. O mandatário manifestou seus pêsames às famílias das vítimas e transmitiu à Rússia "os sentimentos de profunda compaixão de todos os franceses". Segundo Sarkozy, as autoridades russas contam com, a "plena solidariedade" da França diante deste "ato covarde e ignóbil".

 

Por sua vez, o ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, que os autores "destes atos bárbaros" devem ser detidos e levados à Justiça. Kouchner afirmou ainda que expressará seu apoio a seu colega russo, Serguei Lavrov, durante a reunião que os ministros de Assuntos Exteriores do Grupo dos Oito (G8, os sete países mais industrializados e a Rússia) realizarão ainda nesta segunda em Gatineau (Canadá).

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