ONU pede corredor humanitário para os civis da Ossétia do Sul

Em comunicado órgão disse que os confrontos armados 'já causaram centenas de vítimas civis'

Efe

10 de agosto de 2008 | 14h46

O alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Antonio Guterres, expressou neste domingo, 10, sua preocupação com a grave situação de milhares de civis que estão no meio do fogo cruzado na Ossétia do Sul, para os quais pediu um corredor humanitário.   Veja também: Otan diz que Rússia violou integridade territorial na Geórgia Geórgia anuncia retirada de tropas da capital da Ossétia do Sul Entenda o conflito separatista na Geórgia Assista ao vídeo no Youtube  Professor comenta a situação no Cáucaso  Galeria de fotos do conflito    Em comunicado distribuído hoje em Genebra, Guterres disse que os confrontos armados "já causaram centenas de vítimas civis e muitas mais estão em risco".   Por isso, considerou essencial que seja colocado um corredor humanitário que permita transferir os civis e os trabalhadores humanitários que tentam ajudá-los.   "Muitas pessoas precisam de ajuda. É essencial que as agências humanitárias possam chegar onde estão estas pessoas, tanto as afetadas em seus lares como as já deslocadas, e as que estão presas no conflito possam ir a uma área segura", acrescentou.   De acordo com Guterres, "é absolutamente essencial que ambas as partes respeitem os princípios humanitários de proteção e segurança dos civis".   França   O ministro de Exteriores francês, Bernard Kouchner, cujo país exerce a Presidência rotativa da União Européia (UE), partiu neste domingo, 10, de Paris rumo à Geórgia e à Rússia, para tentar negociar uma saída para o conflito da Ossétia do Sul.Segundo a emissora de rádio France Info, Kouchner - que realiza esta missão junto com o presidente rotativo da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), o finlandês Alexander Stubb - passará a noite em Tbilisi antes de ir a Moscou, segundo as declarações do ministro.Kouchner apresentará à Geórgia e à Rússia um plano de cessar-fogo e retorno ao "status quo" anterior ao conflito, medida anunciada ontem pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, após falar com os dirigentes da Geórgia, Reino Unido, Espanha, Ucrânia, Itália e Rússia.O plano da Presidência francesa da UE prevê "o fim imediato das hostilidades", "o pleno respeito à soberania e à integridade territorial da Geórgia" e "o restabelecimento da situação que prevalecia anteriormente no terreno".Após o ministro francês voltar da região, os ministros de Exteriores da UE realizarão uma reunião extraordinária e, "se for útil, com os chefes de Estado e de Governo", disse Kouchner, sem precisar o local e a data do encontro diplomático. Segundo as autoridades russas, milhares de pessoas fugiram da Ossétia do Sul e se distribuíram por outras partes da Geórgia, assim como outras milhares chegaram à Ossétia do norte, na Rússia.

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