ONU pede US$ 58 mi em ajuda às vítimas do conflito na Geórgia

Fundos serão destinados à agências que irão auxiliar 128 mil pessoas afetadas pelos combates no Cáucaso

Efe,

18 de agosto de 2008 | 20h27

A ONU pediu nesta segunda-feira, 18, à comunidade internacional uma ajuda urgente de US$ 58,6 milhões para fornecer assistência humanitária às dezenas de milhares de vítimas do conflito na Geórgia. O Escritório de Coordenação de Ajuda Humanitária da ONU (Ocha) informou em comunicado que os fundos serão destinados às atividades de nove agências da ONU e 16 ONGs que prestarão socorro durante os próximo seis meses aos 128 mil afetados pelos combates no Cáucaso.    Veja também: Rússia não mostra sinais de retirada, diz NYT Rice eleva o tom e adverte Rússia por 'jogo perigoso' Ouça o relato de Lourival Sant'Anna  Imagens feitas direto de Gori, na Geórgia  Godoy e Cristiano Dias comentam conflito  Entenda o conflito separatista na Geórgia   As vítimas precisam de alimentos, assistência médica, refúgio, água e serviços sanitários, afirmou o Ocha, que até o momento recebeu US$ 23 milhões para financiar as operações de ajuda no Cáucaso. No entanto, as atividades das agências humanitárias seguem se deparando com a falta de acesso às zonas onde se concentram os deslocados ou às localidades destruídas pelos combates, afirmou a organização.   A isso se soma que os deslocados se dispersaram em pequenos grupos, o que dificulta que o Governo da Geórgia e as agências humanitárias forneçam a ajuda humanitária da qual necessitam. "Além dos deslocados, nos preocupa muito a sorte das povoações afetadas, às quais não se pôde ter acesso e sobre as quais desconhecemos o alcance das necessidades", disse a secretária-geral adjunta da ONU para Assuntos Humanitários, Catherine Bragg.   Ela acrescentou que houve informação sobre saques nessas zonas, destruição de propriedades e civis traumatizados pelos episódios de violência que sofreram. "Embora a pior fase dos combates pareça ter passado, até que não haja uma paz fixada definitivamente, temos que estar prontos para responder a uma situação humanitária crítica e em transformação", advertiu.   O Ocha considera que, por enquanto, a resposta humanitária esteve coordenada, apesar das dificuldades encontradas em aspectos como o acesso às zonas devastadas, e que os carregamentos estão chegando com regularidade por via aérea a Tbilisi.

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