Opep reúne-se para decidir quantos barris de petróleo retirará do mercado

Os ministros do setor dos 12 países-membros da organização concordaram, em suas declarações à imprensa efetuadas em Viena às vésperas da reunião, de que precisam reduzir o excesso de produção

EFE

15 de março de 2009 | 06h42

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) realiza neste domingo em Viena sua 152ª conferência ministerial, centrada em um eventual corte de sua oferta de petróleo para defender os preços do barril perante a prevista queda da demanda.

 

Os ministros do setor dos 12 países-membros da organização concordaram, em suas declarações à imprensa efetuadas em Viena às vésperas da reunião, de que precisam reduzir o excesso de produção.

 

A maioria se inclinava por um cumprimento estrito dos cortes pactuados no ano passado, antes de tomar uma decisão sobre uma nova redução do limite de bombeamento.

 

Isso representaria que retirariam do mercado entre 800 mil e um milhão de barris diários (mbd), para completar os 4,2 mbd que decidiram diminuir nas três reuniões anteriores, realizadas entre setembro e dezembro de 2008.

 

O objetivo da medida era frear o desabamento do preço do produto, que caiu mais de 70% desde as máximas históricas próximas dos US$ 150 o barril alcançados em julho, para menos de US$ 35 o barril no final do ano passado.

 

Os preços se recuperaram apenas parcialmente, situando-se em torno dos US$ 45 o barril do Brent e o do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) (WTI), e aos US$ 42 o da Opep.

 

Mas os produtores aspiram a um mínimo de US$ 70 a US$ 75 para equilibrar seus orçamentos nacionais.

 

O ministro venezuelano de Petróleo, Rafael Ramírez, assegurou que "ninguém está contente" com o preço atual e estimou que o nível dos estoques de petróleo está atualmente muito alto, revelando um excesso de oferta em torno de 1,5 milhão de barris diários.

 

Além disso, lembrou que há uma forte "destruição da demanda" causada pela grave crise econômica mundial.

 

Mas outros parceiros foram mais cautelosos ao inclinar-se por conseguir o primeiro objetivo antes de dar os passos em direção ao segundo.

 

"Vamos cumprir 100%", assegurou por sua parte Ali bin Ibrahim al-Naimi, ministro da Arábia Saudita, o maior exportador mundial de petróleo e por isso líder natural da Opep.

 

A Opep, que controla cerca de 40% da produção mundial de petróleo, espera que também sejam reduzidas as exportações petrolíferas de seus principais concorrentes, ou seja, os produtores não-membros, especialmente Rússia, que enviou a Viena uma delegação liderada pelo vice-primeiro ministro da Energia, Igor Sechin.

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