Operação contra grupos políticos ligados à ETA prende dez pessoas

Entre os detidos pode estar Iker Moreno Ibáñez, atual porta-voz da 'esquerda abertzale'

Efe,

18 de janeiro de 2011 | 04h48

Oficiais levam Iker Moreno, suposto porta-voz da 'esquerda abertzale'.

 

PAMPLONA - Pelo menos dez pessoas foram detidas na região basca da Espanha por suspeitas de ligação com grupos políticos envolvidos com organização separatista basca ETA, informou o Ministério do Interior.

 

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A operação ocorreu em Navarra, no norte da Espanha, e foi desenvolvida pela Guarda Civil e pelo Corpo Nacional de Polícia contra o Ekin, a facção política da ETA, informaram fontes da luta contra o terrorismo.

Em uma operação, foram detidas seis pessoas, entre as quais, segundo as mesmas fontes, pode estar Iker Moreno Ibáñez, filho do dirigente da antiga Batasuna e atual porta-voz da "esquerda abertzale", Txelui Moreno.

A operação começou no início da madrugada desta terça-feira em Pamplona e nas localidades de Villava, Etxarri Aranatz, Burlada e Barañáin, também em Navarra.

De acordo com as fontes, a operação foi ordenada pelo juiz da Audiência Nacional Fernando Grande-Marlaska, que em setembro dirigiu uma outra operação policial contra o Ekin que deteve nove pessoas em Navarra e no País Basco.

Os detidos nesta terça-feira são acusados de pertencerem à cúpula do Ekin, assim como de integrarem organizações da "esquerda abertzale", como o Askatasuna e o Batasuna.

 

Os outros quatro suspeitos foram detidos em Navarra e outro na cidade basca de Vitoria. Eles são acusados de "pertencer à organização terrorista". A operação, que desmantelou a estrutura de propaganda da Askatasuna em Navarra", ainda não acabou, segundo o Ministério do Interior.

 

Os dez detidos aparentemente participaram de reuniões do Ekin como representantes de vários movimentos banidos pela justiça espanhola por supostos vínculos com a ETA, como a Batasuna, a Askatasuna e o movimento de jovens bascos radicais Segi, segundo o diário El Mundo.

 

As detenções ocorrem uma semana depois de a ETA, responsável por mais de 829 mortes em mais de 40 anos de atos violentos pela independência do País Basco, anunciar um cessar-fogo "permanente, geral e verificável pela comunidade internacional", medidas que foi considerada insuficiente por Madri.

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