Oposição à imigração e ecologia dominam eleição na Suíça

Uma peça de propaganda política, mostrando ovelhas brancas chutando ovelhas pretas, causou revolta no país

Associated Press,

21 de outubro de 2007 | 18h46

O Partido Popular suíço - valendo-se de um forte discurso contra imigrantes - deverá ampliar sua maioria no Parlamento suíço, ganhando seis cadeiras, e o Partido Verde ganhará quatro. O segundo maior partido do país, o Social-Democrata, sofrerá a maior derrota, perdendo nove vagas, de acordo com projeções de especialistas feitas para TV estatal SRG e estações de rádio.   Em uma das mais disputadas campanhas eleitorais da história recente desta nação tradicionalmente tolerante, o Partido Popular defendeu a criação de uma lei para expulsar famílias inteiras de estrangeiros, se um de seus filhos menores violar leis suíças.   "Estou muito feliz", disse o presidente do partido Popular, Ueli Maurer. Ele disse que o partido vai dedicar-se a manter a Suíça fora da União Européia (UE). "A idéia de acesso à UE deverá, finalmente, sair da cabeça de todos", disse.   A projeção de ganho do PP de 21, pontos porcentuais do eleitorado fortalecerá seu líder, o bilionário  Christoph Blocher, na formação do próximo governo, mas ele ainda terá de negociar para partilhar o poder com três outras legendas.   A população suíça, de 7,5 milhões, inclui cerca de 1,6 milhão de estrangeiros, entre trabalhadores vindos do sul da Europa e refugiados das guerras dos Bálcãs. Candidatos à cidadania suíça geralmente têm de esperar anos e passar diversos obstáculos burocráticos. A despeito disso, o Partido popular alega que estrangeiros são responsáveis por boa parte da criminalidade no país.   Uma peça de propaganda política, mostrando ovelhas brancas chutando ovelhas pretas, causou revolta no país, incluindo protestos de rua violentos - algo extremamente raro na Suíça.

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