Oposição alemã vê acordo para nova lei de auxílio-desemprego

Um líder do Partido Social-Democrata (SPD), de oposição ao governo alemão, disse neste domingo que pode ser possível chegar a um acordo com a chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel por uma nova lei para beneficiar os 4,7 milhões de desempregados e subempregados do país.

REUTERS

26 de dezembro de 2010 | 13h45

O líder parlamentar do SPD, Frank-Walter Steinmeier, disse que seu partido estava disposto a apoiar o projeto do governo sobre a reforma Hartz IV, que foi vetada há duas semanas no Bundesrat, a câmara superior do Legislativo.

"O governo terá que fazer algumas melhoras em benefícios para a educação... e no salário mínimo", disse Steinmeier ao jornal Bild am Sonntag. "Então nós poderemos chegar a um acordo rapidamente."

A questão tem como tema central uma lei trabalhista aplicada em 2006 para cortar benefícios a desempregados, conhecida na Alemanha como Hartz IV.

O Bundesrat, que representa 16 Estados da federação, vetou a lei que elevava os gastos em cerca de 1,4 por cento, ou 5 euros por mês a mais por beneficiário, para 364 euros. Isso levaria aos contribuintes um custo de cerca de 480 milhões de euros (632 milhões de dólares) por ano.

Pela primeira vez desde que chegou ao poder no ano passado, a coalizão de cristãos-democratas e democratas livres de Merkel, que controla o Bundestag (câmara baixa do Parlamento), está sendo forçada a fazer um acordo com os partidos de oposição para que a medida seja aprovada.

O governo perdeu a maioria na câmara superior do Legislativo em maio.

Uma comissão parlamentar de mediação feita tanto por membros do Bundestag quanto do Bundesrat começou a trabalhar na segunda-feira para elaborar um compromisso entre as exigências da oposição para que se chegasse a melhoras significativas.

Entretanto, a ministra do Trabalho, Ursula von der Leyen, disse que não iria negociar um aumento no nível de benefícios. Ela afirmou ao jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung que o comitê de mediação estava trabalhando durante os feriados para que se chegasse a um acordo.

A meta é que se chegue a um acordo até 7 de janeiro.

(Por Erik Kirschbaum)

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