Oposição espanhola reduz liderança contra socialistas--pesquisa

O Partido Popular (PP) da Espanha, de oposição, venceria as eleições de novembro com uma maioria absoluta menor do que a vista em pesquisas feitas antes do anúncio, na semana passada, de eleições antecipadas, mostrou uma pesquisa neste domingo.

REUTERS

07 de agosto de 2011 | 12h10

O primeiro-ministro José Luis Rodriguez Zapatero antecipou as eleições, programadas anteriormente para 2012, para 20 de novembro, apostando que o aumento de empregos no verão europeu ajudará os socialistas nas urnas, ou pelo menos ajudará a evitar uma maioria do PP.

Mas, de acordo com uma pesquisa da DYM publicada no jornal ABC, o PP, de centro-direita, teria 47,6 por cento dos votos ante 35 por cento para os socialistas, que estão atualmente no governo, dando ao PP uma maioria absoluta no Parlamento. As pesquisas feitas antes do anúncio de Zapatero davam à oposição uma liderança de cerca de 14 pontos percentuais.

Um governo de minoria, seja qual for o partido, dependeria do apoio de legendas nacionalistas regionais para aprovar o orçamento e fazer reformas vitais.

A Espanha está na mira dos investidores por temores de que uma economia que se move lentamente possa derrubar as metas de deficit e obrigar o país a buscar um pacote de resgate, como Irlanda e Portugal fizeram.

Eleitores continuam de olho no nível de desemprego perto de 21 por cento no país e na economia fragilizada, e os socialistas vão lutar para recuperar seus votos antes de uma eleição local.

Os jovens manifestantes, conhecidos como "los indignados," continuam protestando em cidades por toda a Espanha contra as medidas de austeridade do governo, que visam reduzir a dívida pública, o alto desemprego e o sistema político bipartidário que domina o país. Os protestos até agora foram pacíficos.

Enquanto as pesquisas mostram o líder do PP, Mariano Rajoy, na liderança para ganhar as eleições, também mostram que o candidato à presidência pelos socialistas, Alfredo Perez Rubalcaba, era mais popular entre os eleitores.

Em abril, Zapatero anunciou que não disputaria um novo mandato.

Eleitores dizem que Rubalcaba é mais responsável, tem mais senso comum e habilidades do que Rajoy, que deve ganhar porque tem uma equipe melhor.

Rajoy prometeu mais austeridade se vencer as eleições, e a prioridade do governo seria continuar os cortes no deficit público para cumprir as determinações da União Europeia.

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