Oposição exige solução do assassinato de jornalista russa

Manifestantes se reúnem em Moscou para lembrar um ano da misteriosa morte de Anna Politkovskaya

Efe,

07 de outubro de 2007 | 16h56

A oposição russa lembrou neste domingo, 7, o primeiro aniversário de morte da jornalista Anna Politkovskaya, com comícios nos quais exigiu que se encontre os mandantes do assassinato, cuja investigação está chegando ao fim, segundo as autoridades.   Os comícios em homenagem à jornalista, famosa por suas denúncias de violações aos direitos humanos na Rússia, e especialmente na região do Cáucaso, foram realizados em várias cidades do país. Em 2006, Politkovskaya foi assassinada com um tiro à queima-roupa na porta de sua casa.   Em Moscou, centenas de manifestantes se reuniram, neste domingo, na praça Pushkin para lembrar a data. Segundo a Polícia, o número de participantes ficou entre 500 e 1 mil, embora os organizadores do protesto atestem que esse número oscilou entre 1.500 e 2 mil.   A União Popular Democrática da Rússia (UPDR), o Grupo Helsinque, o Movimento pelos Direitos Humanos e o Partido Republicano, organizadores do ato, farão apenas o comício autorizado pela Prefeitura, que proibiu a passeata inicialmente proposta pelos opositores.   Em discurso no comício, o presidente da Fundação Glasnost (Transparência), Alexei Símonov, lembrou que, desde 1993, outros 211 jornalistas foram assassinados na Rússia.   Investigação   Enquanto os manifestantes exigiam a captura e a punição dos assassinos de Politkovskaya, as autoridades russas asseguraram que a investigação está próxima do fim, e que os melhores criminalistas do país seguem a pista daqueles que executaram e encomendaram o homicídio.   O chefe do Comitê de Investigação, Alexandr Bastrykin, disse que são estudadas seis possíveis versões do homicídio. "Existem razões para supor que já conhecemos os nomes dos executores concretos", afirmou.   Ao mesmo tempo, admitiu que "é muito mais complicado encontrar quem encomendou o crime". "Infelizmente, em casos semelhantes, quando se utiliza uma longa rede de pessoas, é muito difícil chegar até o final", afirmou Bastrykin.   Para manter a ordem no centro da capital russa, foram mobilizados 2.340 agentes da Polícia e soldados das Tropas de Interior.   A organização Human Rights Watch mostrou uma "grande preocupação" pelo possível uso de "força excessiva" pelas forças da ordem, como correu na "Marcha de Dissidentes", em abril, que terminou sendo violentamente reprimida.

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