Oposição grega pede queda de governo após protestos

Partidos pedem ajuda de jovens que integram atos pela morte de jovem por policial para derrubar administração

Efe,

09 de dezembro de 2008 | 12h45

Os partidos de esquerda na Grécia, opositores, condenaram nesta terça-feira, 9, os distúrbios que ocorrem desde sábado após a morte de um adolescente pela polícia, mas responsabilizaram o governo pelo descontentamento social que, segundo eles, motiva as manifestações e chegaram pedir que "os jovens" ajudem a derrubá-lo.   Veja também: Grécia tem novos distúrbios no dia do funeral de jovem Galeria de fotos dos protestos    O presidente da Coalizão de Esquerda e Progresso (SYRIZA), Alekos Alavanos, pediu ao governo grego, conservador, "medidas reais a favor da juventude" para aliviar o descontentamento social. Após uma reunião com o primeiro-ministro, Costas Caramanlis, para abordar a onda de violência, Alavanos disse que "é um problema político que requer uma solução política, com medidas como emprego para os jovens, bom ensino, áreas de lazer e uma 'organização democrática' da Polícia nos bairros".   "Estamos contra a violência cega, mas é preciso compreender que estamos diante de um fenômeno com sentimentos de ira e vingança", indicou o representante da quarta força política no Parlamento grego. Por isso, segundo suas palavras, conclamou "os jovens a batalhar de forma sistemática e pacífica para que se vá o governo".   A Secretária-geral do Partido Comunista da Grécia (KKE), Aleka Papariga, declarou hoje, após reunião com Caramanlis, que não justificava a violência. "De nenhuma maneira relacionamos as desordens com a justificada ira e o desejo de vingança contra a opressão estatal pela vítima", disse Papariga. A dirigente do Partido Comunista, que teve 8% dos votos nas últimas eleições, declarou que "o núcleo dos radicais encapuzados" que ocasiona os distúrbios "brotou do poder estatal, durante os governos conservadores e socialistas".   Papariga acusou o Executivo de usar esses grupos radicais "para justificar a 'opressão estatal' e para difamar e quebrar o 'movimento popular'". Rejeitou também a realização de eleições antecipadas sob as atuais circunstâncias por considerar que "eleições em clima de violência estatal e repressão não terão muitos resultados".

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