Oposição italiana critica acordo de partidos para a presidência

O líder do partido alternativo italiano Movimento 5 Estrelas, Beppe Grillo, criticou no domingo a reeleição do presidente Giorgio Napolitano como uma tentativa desesperada de manter o poder por parte de uma instituição desacreditada.

NAOMI OLEARY E STEVE SCHERER, Reuters

21 de abril de 2013 | 11h43

A terceira maior economia da zona do euro ainda está sem um governo dois meses após uma eleição geral, tem crescido pouco nos últimos 20 anos e está às voltas com o mais alto nível de desemprego em décadas.

As negociações sobre a formação de um novo governo devem ser retomadas na próxima semana, com as partes sob pressão de Napolitano para chegar a um acordo.

O acordo amplo, direita-esquerda, para entregar a Napolitano outro mandato de sete anos pode acabar com o impasse político na Itália, que ocorre desde que nenhuma força emergiu da eleição de fevereiro com uma maioria viável no parlamento.

O movimento de Grillo apoiou Stefano Rodota, um acadêmico de esquerda, enquanto Napolitano foi eleito pelo bloco de Silvio Berlusconi, de centro-direita, e pelo movimento centrista do primeiro-ministro Mario Monti, que deixa o cargo, e o dividido Partido Democrático de centro-esquerda.

Grillo, cuja promessa de expulsar da velha guarda permitiu que seu Movimento 5 Estrelas ganhasse um em cada quatro votos em sua primeira eleição nacional, chamou a eleição presidencial de "um golpe institucional de astúcia", projetado para manter os velhos partidos no poder.

"Eles roubaram um ano de tempo. Eu não acho que nós podemos aceitar isso", disse ele em uma conferência de imprensa, a primeira desde a eleição de fevereiro.

Grillo vai liderar uma manifestação de protesto contra o resultado em Roma, neste domingo.

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