Oposição liberal vence eleição parlamentar na Polônia

Eleição teve comparecimento recorde na história democrática polonesa, superior a 53% do eleitorado

EFE,

21 de outubro de 2007 | 22h16

O partido liberal Plataforma Cidadã (PO) venceu as eleições legislativas realizadas na Polônia, pondo fim a dois anos do polêmico governo de Jaroslaw Kaczynski. Segundo os resultados das pesquisas de boca-de-urna divulgados pela rede de televisão pública TVP, o futuro primeiro-ministro será o líder da PO, Donald Tusk, que para muitos simboliza a esperança de que a Polônia se transforme em um país verdadeiramente europeu.   "Quero agradecer a todos os que hoje ajudaram a escolher o melhor destino para a Polônia", afirmou Tusk na sede da PO.   "Seremos uma oposição diferente da que nós tivemos. Seremos fortes e exigiremos à PO que cumpra suas promessas", afirmou Kaczynski quase simultaneamente, também a seus correligionários. Kaczynski, apesar da derrota, lembrou que o partido conseguiu quase o dobro dos votos obtidos nas últimas eleições.   De nada serviu a cruzada moral que ele liderou durante dois anos contra a corrupção e os ex-comunistas, pois os cidadãos optaram pelo milagre econômico que prometem os liberais, que asseguram que vão revolucionar a economia e transformar a Polônia na nova Irlanda.   Segundo os resultados das pesquisas de boca-de-urna divulgados pela televisão pública TVP, a PO teria obtido 43,7% dos votos, enquanto que o partido Lei e Justiça (PiS) de Jaroslaw Kaczynski teria conseguido 30,4%. O pleito registrou uma participação recorde na curta história democrática do país, com um índice superior a 53% do eleitorado.   A TVP indicou que o terceiro partido mais votado foi o do ex-presidente Aleksander Kwasniewski, o Esquerda e Democracia, com 13,3%. Em quarto vem o Partido Camponês, de ideologia conservadora, com 8,4%.   Os eleitores poloneses quiseram punir os dois partidos mais radicais do panorama político polonês, protagonistas de múltiplos escândalos ao longo da última legislatura, a ultracatólica Liga das Famílias Polonesas e os populistas da Autodefesa, que ficariam fora do Parlamento, com 1,5% e 1,4% dos votos, respectivamente.   Segundo as projeções da TVP, a PO teria 224 cadeiras e não conseguiria a maioria absoluta, por isso, como na legislatura anterior, serão necessários pactos para poder governar, embora ainda seja cedo para indicar quem serão os membros da coalizão de governo.   O PiS obteria 156 cadeiras, passando a ser o principal partido da oposição, enquanto o Esquerda e Democracia teria 53 cadeiras e o Partido Camponês, 27.

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