Oposição na Geórgia pede a renúncia do presidente

Manifestantes protestam após a prisão do ex-ministro que acusou Saakashvili de mandante de assassinato

Associated Press e Agência Estado,

28 de setembro de 2007 | 18h57

Milhares de partidários oposicionistas saíram às ruas nesta sexta-feira, 28, na capital da Geórgia, Tbilisi, pedindo a renúncia imediata do presidente Mikhail Saakashvili. O protesto ocorreu um dia depois da detenção de um ex-ministro da Defesa, que acusou o presidente de conspiração para cometer um assassinato.   A Geórgia, uma pequena república do Cáucaso aliada nos últimos anos aos Estados Unidos, entrou em uma grave crise política nesta semana, quando o ex-ministro da Defesa, Irakli Okruashvili acusou o presidente Saakashvili, seu antigo aliado, de corrupção. O ex-ministro disse que o presidente Saakashvili lhe pediu para assassinar um famoso empresário local, quando ele ainda ocupava o cargo.   O governo declarou que as acusações são falsas. O presidente Saakashvili está em Nova York e não respondeu às denúncias.   Na quinta-feira, 27, a polícia deteve Okruashvili nos escritórios do novo partido político que ele criou nesta semana. Na sexta-feira, 28, ele foi acusado pelos promotores de extorsão, lavagem de dinheiro e abuso de poder.   Nos discursos da oposição em frente ao Parlamento, o líder do Partido Popular de Oposição, Koba Davitashvili, outro ex-aliado de Saakashvili, disse à multidão que chegou a hora de "retirar do poder essa gangue liderada por Saakashvili."   Conflito   As bombásticas declarações chegaram justo no momento em que crescem as tensões entre a Geórgia e as regiões rebeldes da Ossétia do Sul e da Abkházia, consideradas repúblicas autônomas mas dependentes da Geórgia.   Tropas georgianas se enfrentaram nesta semana em duelos de artilharia com rebeldes separatistas na maior cidade da Ossétia do Sul, enquanto oficiais da Abkházia reforçaram as fronteiras entre a Abkházia e a Geórgia.   O conflito é um dos piores desde 2003 no país, desde que Saakashvili assumiu o poder pela "Revolução Rosa". Durante o encontro do Conselho de Segurança da ONU, Saakashvili disse que a Rússia está fomentando o conflito com a Abkházia.

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