Arquivo/Associated Press
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Oposição pede renúncia de Berlusconi por investigação sexual

'Vida particular de Berlusconi parece intensa, então que ele volta a ela', diz líder democrata

Reuters

18 de janeiro de 2011 | 13h57

ROMA - Os partidos oposicionistas italianos intensificaram na terça-feira, 18, os pedidos para que o primeiro-ministro Silvio Berlusconi renuncie em função de uma investigação de alegações de que ele teria pago por sexo com várias mulheres jovens, incluindo uma dançarina de 17 anos.

O líder do maior partido da oposição encabeçou um coro de chamados pela renúncia do premiê, depois de um relatório de magistrados enviado ao Parlamento ter informado que um número "significativo" de jovens se prostituiu com Berlusconi nas casas dele. "Como a vida particular de Berlusconi parece ser tão intensa, ele deveria retornar a ela", disse Pierluigi Bersani, líder do Partido Democrata.

Nos últimos anos o primeiro-ministro conservador conseguiu desvencilhar-se de uma série de escândalos sexuais. Mas o mais recente deles chega em um momento difícil, já que Berlusconi não conta mais com uma maioria segura no Parlamento desde um racha com seu antigo aliado Gianfranco Fini.

Berlusconi foi aprovado por margem estreita em um voto de confiança, no mês passado, e na semana passada a Suprema Corte italiana revogou parte de uma lei que lhe garantia imunidade judicial.

A imprensa italiana divulgou transcrições vazadas de conversas telefônicas entre algumas das mulheres que participaram de festas na mansão de Berlusconi perto de Milão, descritas como festas de "bunga bunga", uma referência a atividades de natureza sexual.

A investigação foca Karima El Mahroug, uma marroquina de 18 anos que participou das festas de Berlusconi quando tinha 17 e que, segundo os promotores, foi paga para fazer sexo com ele. Fazer sexo com uma prostituta de menos de 18 anos é crime na Itália.

As transcrições reproduzidas pela mídia italiana citam El Mahroug como tendo dito que pediu dinheiro a Berlusconi para ficar calada e que o premiê lhe teria dito que ela receberia "tanto dinheiro quanto você quiser" se ocultasse tudo. Em outra conversa reproduzida, uma das mulheres diz que a residência de Berlusconi é uma "casa de prostitutas".

Berlusconi afirma que as alegações são absurdas. Ele diz que nunca pagou por sexo e que está em um relacionamento estável desde que se separou de sua segunda mulher, que o deixou em 2009 acusando-o de "sair com menores de idade".

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