Opositor sírio acusa Rússia de contribuir para manter crise

Terminou em discórdia nesta quarta-feira um diálogo entre a Rússia e a oposição síria, e um líder oposicionista acusou Moscou de adotar políticas que contribuem para a continuidade da violência no seu país.

Reuters

11 de julho de 2012 | 18h27

"O povo sírio não entende a posição da Rússia. Como pode que a Rússia continue fornecendo armas? Como pode que eles vetem resoluções (do Conselho de Segurança da ONU)? Precisa haver um fim aos assassinatos em massa", disse Burhan Ghalioun, do Conselho Nacional Sírio (CNS), que funciona no exílio.

Mas numa semana em que a Rússia redigiu uma proposta de resolução do Conselho de Segurança da ONU e um funcionário do governo teria declarado que Moscou suspendeu a venda de armas para a Síria, um membro da oposição disse que uma mudança mais ampla pode estar começando em Moscou.

"Estamos tentando entender o que exatamente a Rússia está fazendo aqui. Acho que eles estão buscando uma solução genuína", disse sob anonimato um membro do CNS que participou da reunião em Moscou.

Essa fonte afirmou que a Rússia, que é a mais sólida aliada do presidente da Síria, Bashar al-Assad, e o blinda de sanções no Conselho de Segurança da ONU, está transmitindo sinais mistos.

(Reportagem de Gabriela Baczynska e Thomas Grove)

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