Otan defende armas nucleares como elemento dissuasório

Secretário-geral da entidade diz que arsenal deve existir para coibir ação daqueles que buscam destruição

Efe,

12 de março de 2010 | 14h38

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Anders Rasmussen, ressaltou nesta sexta-feira, 12, em Varsóvia, que as armas nucleares continuam sendo necessárias como elemento dissuasório, embora alguns Estados-membros do organismo tenham pedido reduções do arsenal nuclear.

 

Rasmussen, que se reuniu com o presidente da Polônia, Lech Kaczynski, manifestou que "um mundo sem armas atômicas seria maravilhoso, mas enquanto houver países e estruturas não-estatais com o objetivo de obter armas nucleares, devemos manter nossa capacidade nuclear".

 

Para Rasmussen, qualquer redução dos arsenais nucleares deveria ser feita de uma forma "equilibrada". O secretário assegurou que não há contradição alguma entre a tarefa defensiva da Otan - sua função principal - e os novos objetivos, como a luta contra o terrorismo e a criação de sistemas antimísseis.

 

O secretário-geral da Otan visitou Varsóvia por ocasião do 11º aniversário da adesão da Polônia à aliança militar. Além do encontro com o presidente do país, Rasmussen participou da conferência "Um novo conceito da Otan", da qual também participaram os ministros de Exteriores e Defesa poloneses.

 

Em 12 de março de 1999, na cidade de Independence, Missouri (nos EUA), o então chanceler polonês, Bronislaw Geremek, participou da cerimônia de entrada da Polônia na Otan. Na mesma ocasião, também ingressaram no organismo a República Tcheca e a Hungria.

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